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Parashat Ki Tisá - com o Rabino Jacques Cukierkorn
Há um momento na parashá Ki Tisá que parece estranhamente familiar — especialmente se acabamos de celebrar Purim. Moisés está no Monte Sinai recebendo a Torá. O povo de Israel está lá embaixo esperando. E esperando. E esperando. Até que finalmente alguém diz aquilo que as pessoas sempre dizem quando já esperaram demais: “Algo deve ter dado errado.” Então fazem o que os seres humanos muitas vezes fazem em momentos de incerteza: improvisam religião. Eles constroem o Bezerro de
Rabino Jacques Cukierkorn
há 2 dias5 min de leitura


Resenha – “Ética Judaica”
O livro Ética Judaica apresenta uma análise estruturada dos fundamentos morais da tradição judaica, a partir de suas principais fontes: o Tanakh, a literatura rabínica, o Talmud e a Halachá. A obra demonstra que a ética não é um elemento secundário do judaísmo, mas seu eixo estruturante. Mais do que um conjunto de normas, trata-se de uma visão de mundo ancorada no monoteísmo ético, a ideia de que há um único Deus e, portanto, uma única moral válida para toda a humanidade. Des
Filipe de Sá Parisi
há 4 dias5 min de leitura


Doação Feminina: Entre a Água do Kior e o Jejum de Esther
Na parashat Ki Tissá (Êxodo 30:17–21), a Torá nos apresenta a criação do kior , o lavatório de cobre que ficava no pátio do Mishkan. Naquele instrumento sagrado, Aarão e seus filhos deveriam lavar as mãos e os pés antes de iniciar o serviço religioso. Não era um detalhe estético, mas uma exigência divina para aproximar-se do Mishkan . Servir exige consciência. O ato de lavar-se marcava a transição entre o comum e o sagrado. Aarão e seus filhos se transformaram em klei kodesh
Mayra Luanna
há 4 dias3 min de leitura


Cinco Palavras que Atravessaram Milênios: O Poder Espiritual da Oração de Cura de Moshe
Entre as muitas preces registradas na tradição judaica, poucas são tão breves e ao mesmo tempo tão carregadas de significado quanto a súplica pronunciada por Moisés em favor de sua irmã Miriam . O texto aparece em Livro de Números 12:13 , quando ela é acometida por uma aflição repentina. Diante do sofrimento da irmã, Moshe não faz um discurso longo nem um ritual elaborado. Ele simplesmente clama: “El Na Refa Na La” — “Ó Deus, por favor, cura-a agora.” Essa concisão é justame
Charton Baggio Scheneider
há 6 dias3 min de leitura


Parashat Tetzavê com Rabino Jacques Cukierkorn
Nesta semana, ao lermos a Parashá Tetzavê e nos aproximarmos da alegria de Purim, encontramos um espaço espiritual fascinante: um espaço onde Deus está presente, mas não é nomeado; poderoso, mas oculto; essencial, mas fácil de não perceber. A Parashá Tetzavê é única entre as porções da Torá porque, pela primeira vez desde o início do livro do Êxodo, o nome de Moisés não aparece em absoluto. A Torá descreve com grande detalhe as vestimentas do Sumo Sacerdote, o óleo que deve a
Rabino Jacques Cukierkorn
27 de fev.4 min de leitura


Sexo e Judaísmo — Parte IV
Teshuvah, limite e o que fazer quando o vínculo falha Há um momento em que a linguagem da intenção já não basta. Kavanah pode ter existido. A Shechinah pode ter se aproximado. Ainda assim, algo quebrou. Não no plano simbólico, mas no concreto. Palavras feriram. Gestos atravessaram limites. O desejo, que deveria cuidar, passou a exigir. O vínculo, que sustentava, tornou-se pesado. É aqui que muitas tradições tropeçam. Ou absolutizam a continuidade a qualquer custo, ou descarta
Reginaldo Eugenio Ramos Teodoro
27 de fev.3 min de leitura


O Choshen Mishpat e o Brilho da Nossa Comunidade Hoje
Nesta semana, a Parashat Tetzaveh nos convida a uma jornada detalhada pela construção do Mishkan, o Tabernáculo, e das vestes sagradas dos sacerdotes. Em meio a descrições meticulosas, um artefato em particular captura a nossa atenção e ressoa com uma poderosa mensagem para os nossos dias: o Choshen Mishpat , o peitoral do sumo sacerdote. Entre os versículos 28:18-21, lemos sobre as doze pedras preciosas que adornavam este peitoral, dispostas em quatro fileiras. Cada pedra, ú
Dr. Luiz Antônio Araújo de Souza
26 de fev.3 min de leitura


Por Que Irmãos Brigam? A resposta da Torá e da tradição judaica
O judaísmo ensina que nada na família é aleatório. Irmãos não são colocados juntos por acaso, nem as diferenças entre eles são um erro do processo. Pelo contrário: a família é o primeiro campo de tikun, o espaço onde a alma começa a ser lapidada antes mesmo de entrar no mundo social. No judaísmo, a família não é apenas um agrupamento biológico. Ela é a primeira configuração espiritual da alma no mundo — o espaço onde o tikun começa antes mesmo da alma enfrentar a sociedade. M
Alberto Paulino de Mello Neto
24 de fev.3 min de leitura


Parashat Terumá com o Rabino Jacques Cukierkorn
A parashá Terumá começa com uma instrução surpreendente. Antes que exista um edifício, antes que haja paredes, medidas ou plantas arquitetônicas, Deus diz a Moshé: “Fala aos filhos de Israel e que tomem para Mim uma terumá, uma oferta sagrada, de toda pessoa cujo coração a impulsione” (Êxodo 25:2). Não é um imposto. Não é uma taxa obrigatória. Nem sequer é uma exigência. É simplesmente generosidade que nasce do coração. Isso soa um pouco contraintuitivo. Normalmente pensamos
Rabino Jacques Cukierkorn
20 de fev.4 min de leitura
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