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Comentário da Parashat Mishpatim com o Rabino Jacques Cukierkorn
A parashá Mishpatim começa de uma forma quase desconcertante. Na semana passada, na parashá Yitrô, estávamos aos pés do Monte Sinai, entre trovões e relâmpagos. Ouvimos os Dez Mandamentos, a voz majestosa de Deus ecoando pela montanha. E, de repente, Mishpatim não se inicia com poesia nem com revelação, mas com leis. “Ve’eleh hamishpatim asher tasim lifneihem — Estas são as normas que colocarás diante deles” (Êxodo 21:1). Direito civil. Danos. Responsabilidade. O que aconte

Rabino Jacques Cukierkorn
há 1 dia4 min de leitura


O Segredo Judaico Para Fazer Dinheiro - Parte III
Parte 3 — Esta é uma série sobre dinheiro, desejo e aquilo que quase nunca é ensinado Desejo e limite na Kabbalah (taavah — תאווה) Este texto continua uma série. Ele não fecha nada. Pelo contrário: aperta um pouco mais a pergunta. Se algo aqui parecer incompleto, é porque a tradição que estamos seguindo não resolve tensões rapidamente. Ela as mantém vivas. Quando se fala em desejo, o senso comum imediatamente pensa em excesso. Ganância. Falta de controle. Mas a Kabbalah começ

Reginaldo Eugenio Ramos Teodoro
há 2 dias3 min de leitura


Parashat Mishpatim: Onde Começa a Responsabilidade? Lições Antigas para um Mundo Moderno
A cada semana, a Torá nos presenteia com uma nova porção, e esta semana não é diferente. Chegamos à Parashat Mishpatim, cujo próprio nome – "Leis" – já nos dá uma pista do seu conteúdo. Esta parashat mergulha em uma intrincada tapeçaria de regulamentos civis e éticos que, à primeira vista, podem parecer distantes da nossa realidade moderna. No entanto, ao examinarmos mais de perto, descobrimos princípios espirituais atemporais sobre a santidade da vida, a responsabilidade in

Dr. Luiz Antônio Araújo de Souza
há 2 dias4 min de leitura


Conversão deslegitima - Parte III
POST 3 — Por que conversões não afetaram diretamente a demografia real? Cazares, Hymiaritas, crescimento ashkenazi e a mistura como regra histórica Quando alguém quer “provar” que judeus não têm continuidade, quase sempre puxa dois exemplos: Cazares e Iêmen. Só que a história real vai na direção oposta. Conversões estatais existiram, mas foram regionais e demograficamente limitadas. Conversões históricas em larga escala: Cazares e Iêmen Dois casos são citados com frequência:

Alberto Paulino de Mello Neto
há 5 dias4 min de leitura


Resenha “Manual Judaico”
Esta é a resenha do livro “Manual Judaico: Instruções para Conversão, Bar Mitzvah e Bat Mitzvah” O que é o Judaísmo ? O livro começa enfrentando uma dúvida básica, mas muito comum: afinal, o que é o judaísmo? O livro deixa claro que não se trata apenas de uma religião. O judaísmo é apresentado como uma combinação inseparável de religião, povo e nação. Essas três dimensões se sobrepõem o tempo todo e só fazem sentido quando vistas juntas. A imagem do “cartão de visita do jud

Filipe de Sá Parisi
6 de fev.3 min de leitura


Parashat Yitrô
A parashá Yitrô é uma daquelas porções que se recusam a passar despercebidas. Há trovões e relâmpagos, fumaça, toques de shofar, uma montanha que treme e um povo inteiro reunido aos pés do Sinai tentando entender se este é o momento mais inspirador da história humana… ou o mais assustador. E, no meio de todo esse drama, a Torá nos apresenta algo inesperado: um consultor de liderança. Antes dos Dez Mandamentos, antes do trovão e da revelação, aparece Yitrô, sogro de Moisés. El

Rabino Jacques Cukierkorn
5 de fev.4 min de leitura


Parashat Yitro (Êx 18:1–27) - Quando liderança aprende a respirar
Antes do Sinai, antes dos trovões e da revelação pública, a Torá faz algo curioso: interrompe a narrativa épica para nos mostrar um sogro observando o genro trabalhar. Não há milagres aqui. Só gente cansada, filas longas e um líder à beira do colapso. É nesse cenário simples que Parashat Yitro nos ensina uma das lições mais práticas e profundas da tradição judaica: liderança que não se organiza adoece, e liderança que não escuta não dura. Moshê está fazendo tudo sozinho. Julg
Charton Baggio Scheneider
5 de fev.3 min de leitura


O Nome como Gesto de (Re)Criação e o seu Peso no Judaísmo
A identidade não é uma soma, tampouco um dado fixo. Pensá-la como equação simples é aplicar à vida uma lógica que funciona nos números, mas falha no campo do ser, onde linguagem, tempo e relação se entrelaçam. Na experiência humana, a ordem importa. O modo como alguém é chamado importa. Alterar a ordem de um nome não é gesto neutro: é tocar na estrutura pela qual a pessoa é reconhecida e, muitas vezes, aprende a se reconhecer. Nome não é detalhe. Ele organiza o campo de relaç

Isabella Hadassah
3 de fev.3 min de leitura


Ser Luz em Tempos de Corações Endurecidos: A Lição de Beshalach
A parashat Beshalach da semana que passou, e estamos muito fartos de conhecimento sobre ela. Nós temos outros três artigos que foram publicados e que saíram na semana passada sobre esta parasha. E, eu creio que seja importante a gente ver e aconselho vocês todos a lê-los. Tem muito conhecimento, que é importante, é bom, amplia o nosso conhecimento. Bashalach, essa palavra em hebraico, quer dizer enviar, mandar embora, soltar. São todos adjetivos que a gente poderia traduzir a
Charton Baggio Scheneider
1 de fev.15 min de leitura


Conversão deslegitima - Parte II
Por que espectadores externos buscam deslegitimar a origem por conversão? “Conversão” como arma ideológica moderna Muita gente não discute conversão para entender judaísmo — discute para negar judaísmo. As categorias raciais usadas contra os judeus não nasceram no judaísmo, mas na Europa moderna. Apesar da posição judaica clara, a noção de “conversão” passou a ser usada, sobretudo a partir dos séculos XIX e XX, como instrumento político de deslegitimação. Não se trata de um d

Alberto Paulino de Mello Neto
30 de jan.2 min de leitura


Sermão para Parashat Beshalach
Parashat Beshalach narra uma história de movimento: um povo que finalmente deixa para trás a escravidão e começa a caminhar rumo ao desconhecido. Os israelitas saem apressadamente do Egito, o exército do faraó os persegue, o mar ainda se encontra diante deles e o medo paira no ar. E, no entanto, em meio a essa fuga dramática, a Torá faz uma pausa para nos contar algo silencioso e profundamente intencional: “E Moisés levou consigo os ossos de José, pois José havia feito os fil

Rabino Jacques Cukierkorn
30 de jan.3 min de leitura


A Fé em Movimento: Lições da Parash Beshalach
A euforia da liberdade é, muitas vezes, fugaz. Para os Filhos de Israel, recém-saídos de séculos de escravidão no Egito, essa verdade se manifestou de forma aterrorizante. A celebração da libertação deu lugar ao pânico absoluto. À sua frente, as águas intransponíveis do Mar Vermelho; atrás, o rugido implacável do exército do Faraó, uma lembrança visceral de que o passado nem sempre nos deixa ir facilmente. Encurralados, fizeram o que parecia ser a única coisa possível: clamar

Dr. Luiz Antônio Araújo de Souza
29 de jan.4 min de leitura


Parashat Beshalach - Êxodo 13:17-15:26 (Calendário Trienal)
Entre o Mar e a Memória: Beshalach, Shoá e a Responsabilidade de Lembrar Na Parashat Beshalach, observamos que o coração do faraó endureceu mais uma vez após a libertação dos hebreus. Com o seu orgulho ferido e o medo de perder o controle, o líder egípcio muda de ideia e, novamente, decide resgatar a sua “coroa” através da opressão. Essa mudança não acontece no vazio, mas nasce de uma lógica perigosa: quando a liberdade do próximo é vista como ameaça. O que nos lembra que a

Mayra Luanna
29 de jan.3 min de leitura


Autobiografia de D
Esta é a autobiografia de D, vamos chama-lo assim para o preservar. D é nascido em 26 de outubro de 1996, em uma noite de sábado, às 22:50, sob horário de verão, no hospital do Ipiranga, em São Paulo. Sua mãe baiana, e seu pai pernambucano. Em suas palavras: Acredito que nascemos com uma missão e um chamado dados por Deus, mas pela densidade de pecados em nosso mundo material, somos compelidos para longe deles e temos que trilhar um caminho, muitas vezes árduo, para encontrá-

Brit Bracha Brasil
29 de jan.5 min de leitura


O Segredo Judaico para Fazer Dinheiro - Parte 2
Parte 2 — Esta é uma série sobre dinheiro, Judaísmo e o que quase nunca é dito A Kabbalah nunca ensinou a ganhar dinheiro (Ela ensinou algo bem mais perigoso) Antes de continuar, é importante dizer claramente: este texto faz parte de uma série. Nada aqui foi escrito para funcionar sozinho, nem para entregar conclusões rápidas. A tradição que estamos explorando não ensina por atalhos — e o dinheiro, menos ainda. Quando se fala em Kabbalah e dinheiro, quase sempre se espera uma

Reginaldo Eugenio Ramos Teodoro
27 de jan.2 min de leitura


Sexo e Judaísmo — Parte III
Há um ponto em que o ritual já não basta. A Chuppah ficou para trás, as bênçãos foram ditas, o vidro foi quebrado. A comunidade se dispersa. O que resta agora não é mais símbolo público, mas vida. É nesse espaço silencioso, longe do olhar coletivo, que o judaísmo começa a falar de algo ainda mais exigente. Porque o problema nunca foi apenas o que fazemos, mas como estamos quando fazemos. A tradição judaica sempre desconfiou do gesto automático. Da ação que acontece sem presen

Reginaldo Eugenio Ramos Teodoro
23 de jan.3 min de leitura


Todo muçulmano deveria ser sionista - você vai entender o porquê!
Israel é um país pequeno em território e população, mas com conquistas e contribuições notavelmente desproporcionais em saúde, ciência, tecnologia e valores democráticos. Nesta análise, apresentamos fatos que evidenciam o papel positivo de Israel – e do povo judeu em geral – para a humanidade, desmontando mitos anti-semitas e destacando que até mesmo cidadãos árabes e muçulmanos desfrutam de liberdade plena na única democracia estável do Oriente Médio. Também revisamos os esf

Reginaldo Eugenio Ramos Teodoro
21 de jan.18 min de leitura


Parashat Bo (Êxodo 10:7-11)
A porção de hoje, que descreve os servos do Faraó que o aconselham a deixar os hebreus partirem e ele se recusa de forma obstinada, oferece ricas reflexões espirituais e contemporâneas que podem ser integradas às nossas vidas. 1. A Complexidade do Livre Arbítrio e da Responsabilidade A teimosia do Faraó, mesmo quando seus próprios conselheiros apontam para a destruição do Egito, é um poderoso símbolo do livre arbítrio. Ele escolhe ativamente endurecer seu coração. Reflexã

Dr. Luiz Antônio Araújo de Souza
21 de jan.3 min de leitura


Parashat Vaera: Os Barcos que Deus nos Envia
Neste shabat passado, terminamos a leitura da Parashat Shemot (שְׁמוֹת) com um gosto amargo na boca. Mosheh (מֹשֶׁה), nosso maior líder, estava quebrado. Ele tinha feito tudo o que Deus pediu, foi ao Faraó, pediu liberdade, e o resultado? O trabalho aumentou. A escravidão piorou. Ele volta para Deus e pergunta, quase gritando: "Lamah areotah la'am hazeh?" (לָמָה הֲרֵעֹתָה לָעָם הַזֶּה) — "Por que fizeste mal a este povo?". Eu sei que muitos de vocês sentiram isso essa semana.

Reginaldo Eugenio Ramos Teodoro
21 de jan.5 min de leitura


Conversão deslegitima? - Parte I
Judaísmo como povo-civilização e a desconstrução de mitos modernos Se “judeu” fosse uma “raça”, conversão seria um problema. Mas no judaísmo, aquilo que se chama de conversão sempre foi parte da história — e, quando válida, é pertencimento total. Gerut não é mudança de crença individual, mas incorporação formal ao povo judeu segundo lei e tradição. Gerut no judaísmo contemporâneo e o paralelo com Maimônides Primeiramente, é necessário esclarecer um ponto conceitual central:

Alberto Paulino de Mello Neto
20 de jan.2 min de leitura
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