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Ser Luz em Tempos de Corações Endurecidos: A Lição de Beshalach


A parashat Beshalach da semana que passou, e estamos muito fartos de conhecimento sobre ela. Nós temos outros três artigos que foram publicados e que saíram na semana passada sobre esta parasha. E, eu creio que seja importante a gente ver e aconselho vocês todos a lê-los. Tem muito conhecimento, que é importante, é bom, amplia o nosso conhecimento.


Bashalach, essa palavra em hebraico, quer dizer enviar, mandar embora, soltar. São todos adjetivos que a gente poderia traduzir a palavra Bashalach. E na Torá ela usa a tradução “enviar”. E a gente começa dizendo: "E foi ao enviar o faraó ao povo”, e aí começa toda a história da saída do Egito. E o que que se dá durante essa saída? Como sabemos e creio que todos saibam disso, toda parasha, ela recebe o nome entre as primeiras palavras ou a palavra mais significativa do início da própria parasha, que faz com que dê o tom de todo o restante da parasha. Então, a palavra importante aqui não é “E foi a”, a primeira palavra importante aqui é “enviar”, “beshalach”.


Então nós temos que entender o seguinte aqui. Para nós podemos tirar uma lição, precisamos ver por que aconteceu tudo que aconteceu. Se nós voltarmos um pouco no tempo daqui, do que está acontecendo aqui no relato da Torá, nós vamos ver que Moshe, e toda a história dele; ele vai para uma pequena arca, um pequeno cesto betumado por dentro, por fora. muito semelhante à história de Noach. E ele cresce, cresce dentro do palácio. Ele se revolta por ver os maus tratos. Ele acaba matando um egípcio que estava maltratando o povo de Israel. E até o próprio povo o acusa e ele fica com medo disso e foge. Ele foge para onde? Ele foge pro deserto de Midiã. E lá ele conhece a sua esposa. Ele faz uma grande amizade com o seu sogro, que era sacerdote em Midiã. E diz a Torá que ele era sacerdote do Deus Altíssimo, ou seja, ele era um sacerdote do mesmo Deus que nós cremos. Ele não era um sacerdote pagão. E, aí você tem a história da sarsa. Deus manda Moshe ir para o Egito, retornar ao Egito para libertar o povo e que o Eterno ia fazer três sinais. Três sinais. E com esses três sinais, o faraó iria deixar o povo partir. A grande questão fica também do por que então de três sinais acontecem 10 sinais? E até o faraó realmente livrar. Isso tudo começa com o faraó dizendo, um faraó com um coração duro, dizendo: Quem é este Deus? Eu não o conheço. Não tem importância para mim. Não é nada significativo. Não é nada para mim. Eu sou o Deus do Egito. Eu sou o sol, a estrela do amanhã e tudo mais. Aquelas aqueles discursos todos, que os faraós faziam de se acharem. A partir daí, Deus começa a mostrar quem ele é, ao ponto dos sacerdotes do Egito dizerem: Não tem mais o que fazermos, porque este Deus, ele é Deus, ele é um Deus diferente dos nossos deuses. Ele tá acima de tudo. Então, quando tem esse reconhecimento, mesmo assim a partir daí continua toda uma trajetória de quebrantar um coração de pedra, um coração endurecido. Mas chega um momento em que ocorre o enviar. Vai, sai, vão, deixe-me, saiam da minha terra, vão para onde vocês quiserem. E eu fiz esse apanhado todo para nós chegarmos na parasha Beshalach.


Porque nós precisamos entender que por mais que um coração de alguém que está no poder esteja endurecido e nada a ver com os dias de hoje, não é? Nós vemos pessoas com corações tão abertos, tão dignos, tão éticos, tão morais, tão justos, tão cheios de amor, das pessoas que estão no poder, que nós ficamos abismados de como um ser humano pode ser tão maravilhoso, não é? E, a antítese disso também é verdadeira. Por mais que os corações estejam empedrados, por mais que as pessoas estejam fazendo de tudo para que o povo sofra, por mais que os encargos, os trabalhos, de não dar os recursos, como começou a acontecer, vocês não vão mais ganhar palha, vocês vão ter que colherem a palha, vocês vão ter que continuar fazendo a mesma quantidade de tijolos, mesmo sem ganhar a palha, vocês se virem. Mais tributos, mais tudo.


Como a Torá, um livro de mais de 3.000 anos, consegue ainda hoje falar coisas que são impactantes e são verdadeiras para nós hoje. E eu digo para vocês, por mais que corações estejam empedrecidos, cheios de maldade, cheios de corrupção, cheios de más intenções com o povo, o Eterno, ele nunca fecha seus olhos. Vai chegar o momento em que essas mesmas pessoas vão dizer vão, mas o vão não vai ser vão, vai ser OK. Nós reconhecemos quem é quem, é o povo. Nós reconhecemos quem é Deus. Não tem como. Não tem como. Porque eu sei o Deus que eu sirvo. Eu sei o quão Ele é justo, o quão Ele é bom. E Ele jamais deixa, seja qual for a nação. Não, não, não é só os judeus.


Entenda, Deus não é Deus dos judeus. Deus é Deus de toda a humanidade, de todas as nações. As pessoas podem seguir religiões diferentes, mas Deus continua sendo Deus de todos. Nós podemos ser rebeldes, mas Deus continua sendo o nosso Deus, o nosso Criador, o nosso Pai. Assim como tem casas onde tem filhos que honram seus pais, na mesma casa, às vezes pode haver filhos que desonram os seus pais. Aqueles que prezam por aquilo que os antigos diziam “o fio do bigode” e aqueles que desonram “o fio do bigode”, aqueles homens que podem se dizer que são verdadeiramente homens e aqueles que infelizmente lhes carece de sentido e tentam obter esse sentido através da maldade, através de corações empedrecidos, corações duros. E quando isso chega ao poder, isso se torna uma tragédia para todas as nações, para todos os povos, principalmente para o povo local. Todos sofrem e nós não podemos ficar olhando porque nós somos judeus. ficar olhando só para a causa judaica. Nós não estamos nesse mundo para olhar para a causa judaica. O Eterno não disse para nós olharmos para a causa judaica.


O Eterno mandou que nós fôssemos uma nação kadosh, separada, para que com isso nós pudéssemos ser um reino de sacerdotes, ou seja, pessoas com corações de carne, éticas, morais, justas, que sabem o que quer o amor, que sejam como o Eterno é, apaixonado, que tenham uma paixão pela vida, pela honra, pela honestidade, pelo ser humano e com isso sermos o quê? Luz para as demais nações. Então, a nossa causa não é uma causa judaica. A nossa causa é sermos luz para as demais nações. Então, nós não podemos achar que não nos interessa os outros povos, não me interessa as outras religiões, não me interessa as outras pessoas que não são do meu povo. Porque, infelizmente, isso ocorre dentro do nosso próprio povo. Não nos interessa o que o outro grupo, porque ele é diferente de mim, ou porque ele é secular, ou porque ele é ortodoxo, ou porque ele é ultra ortodoxo, ou porque ele é reformista. Essa divisão faz com que os corações fiquem empedrados. E nós precisamos ter aquilo que o Eterno diz: Chegará o momento em que Eu tirarei o coração de pedra de dentro de vocês e porei um coração de carne, aonde não mais precisará ser ensinada a Torá, porque ela estará gravada no coração de cada um de vocês, de cada um de nós. Um coração de carne é um coração que pulsa, é um coração vivo, um coração que a cada batida faz com que a gente reflita qual é o nosso propósito. E se você é judeu, o seu propósito é ser separado. O seu propósito é se tornar um sacerdote e entender o que quer dizer ser separado e o que quer dizer ser um sacerdote.


Ser sacerdote não é ir oficiar o serviço no templo. Não, não é isso. Quando você acha que é isso, você está enganado. Saber o nosso propósito, nos permite que possamos cumprir a nossa missão. E qual é a nossa missão? Ser luz. E se eu não sei o meu propósito, eu não sei quem eu sou, se eu não sei o meu porquê. É como se eu não estivesse plugado na energia elétrica. Eu não estou plugado ao Criador, eu não estou conectado a Ele. E então eu não posso acender a minha luz, porque eu não sou separado, eu não sou kadosh, eu não sou santo. E ser santo não tem nada a ver com que as outras religiões dizem que é ser santo. E ser separado não tem nada a ver com eu não posso estar vivendo no meio de outras pessoas que não são do meu povo. Se você acha isso, você está enganado. Sinto muito. Você tá desconectado com a Fonte Criadora, a Fonte de tudo. Eu Sou, Eu Sou o Criador. Por isso eu digo, não quero religião, eu quero espiritualidade, porque a religião sempre dividiu, desde sempre, sempre dividiu.


E nós não fomos criados para dividir. Nós somos criados para juntar. O que é uma lâmpada? Uma lâmpada é algo que atrai, que atrai na escuridão. Aonde não se vê mais luz, nós acabamos vendo a luz de um único ser humano e as pessoas se atraem a isso. Lógico que vem um monte de coisas junto, vem um monte de coisas que não são legais. Vem insetos, vem um monte de coisa, mas que quando tocam na luz, essas coisas ruim, essas coisas más, prejudiciais, ela se apaga, ela deixa de existir, deixa de estar viva, porque a luz é algo que dissipa as trevas. E “Haja luz. E houve luz.” E houve uma separação da luz e das trevas, porque são coisas que não se misturam. E quanto mais luz, menos treva. Quanto mais de nós entendermos quem somos, que eu sou filho do Deus altíssimo, Criador dos céus e da terra e de tudo que há neste imenso universo. Esse é quem eu sou. Qual é o meu propósito? O meu propósito que Deus me deu como yehudi, como judeu, é me tornar cada vez mais kadosh e cada vez mais entender o que quer dizer ser um sacerdote, para que assim todo o reino seja um reino de sacerdotes. Não só os levitas, não são só os kohem, todos os judeus, kadosh e sacerdote. Para quê? Para que possamos atrair, para que possamos ser luz para as demais nações. E então a minha casa será considerada casa de oração para todas as nações. Não é palavra do Charton. Leia as escrituras. Vamos começar a entender o que nós temos que fazer, que luz nós emitimos. Enquanto nós não entendermos quem somos, o porquê de nós sermos quem somos.


E o que a Torá diz? Que nós somos mimados. Nós lemos isso nesta parashá; nós somos mimados de Deus. Aí nós podeos dizer assim: "Caramba, como nós podemos ser mimados se Deus vive descendo a lenha sobre nós desde sempre, Ele vive descendo a lenha. Moshe porque não falou as palavras e sim deu uma cajadada na pedra, porque apesar de ser um homem manso, chega o momento que entra a fúria em ação, não entra na terra prometida, não pode entrar. Aí o povo porque vai espiar a terra e voltam para dar notícia da terra. Oito dizem que não, não vai, porque só dão notícia ruim, dois dão notícia boa e todo o povo paga por 40 anos no deserto. E viver no deserto não é fácil. Aí o povo começa a desobedecer, desobedecer. Não vou contar todas as vezes, mas podemos resumir: vem os assírios, depois os babilônios, os persas, depois vem Roma, depois vem os gregos, depois vem os bizantinos e assim sucessivamente. E tudo começa, toda hora, toda hora. E até hoje. Depois nós temos as cruzadas, a primeira, a segunda, a terceira. Depois nós temos os pogrons. Depois nós temos toda aquela estrutura. Aí vem o nazismo, a shoa. Aí a gente recupera a nossa terra como terra nossa. Apesar de nós sempre termos estado lá, às vezes em mais número, às vezes em menos número, mas sempre estivemos nela. Aí vem terroristas, aí vem grupos que nos atacam vez após vezes. E ainda a Torá diz que nós somos mimados e nós precisamos entender o que quer ser mimado de Deus. E ser mimado de Deus é porque Deus nunca nos esquece. Como a gente vai ler lá no final dessa nossa leitura da Torá que a gente lê ela todo o ano inteira. Quando nós chegarmos em Deuteronômio, vai dizer que se nós nos arrependermos, que se nós nos voltarmos novamente para o Criador, se nós sairmos dessa religiosidade e nos conectarmos verdadeiramente com aquilo que é espiritual, com aquilo que é verdadeiro, que aquilo que é puro, que aquilo que é bom, com a Fonte Ccriadora de tudo, então Ele nos ouvirá e mais uma vez ele vai vir com mão forte, com braço estendido e nos devolver tudo, assim como Ele nos ouviu há 3.500 anos atrás, quando o povo clamava sofrendo no Egito.


Quem nós somos, o que que a gente faz, quando vai acontecer o enviar. Só que note, gente, hoje é nós que temos que ser enviado, mas não para fora. Nós temos que enviado para dentro, verdadeiramente enviados para dentro de nossas casas, enviados para dentro de nós mesmos, enviados pra sociedade, começando pro nosso grupo familiar, os nossos amigos, o nosso trabalho, a sociedade, o bairro, a cidade, o estado, o país, o mundo.


Nós temos que ser essa luz, como está escrito na Torá, se você pegar no capítulo 15, verso 11, “Quem é como tu? Quem é como tu, criador, entre os fortes, Eterno? Quem é como tu, forte na santidade? Temível em louvores, realizador de milagres.”


Quando a gente ora pedindo com gratidão pelos enfermos, será que realmente nós somos temíveis? Será que nós somos isso? Temível no nosso louvor. O que quer dizer ser temível no nosso louvor? É que quando você fala, céus e terra se movem para tornar algo uma realidade, mas para isso não pode haver dúvida no coração.


“Ah, Deus proverá”. Deus provê quando você se mexe. “Deus vai me curar”. O que que você está fazendo, criatura? “Deus vai me prosperar.” O que que você está fazendo? “Deus vai nos livrar desta corrupção generalizada em todos os setores, dessa roubalheira, dessa gastança, dessas imposições cada vez mais taxados, que a gente não sabe como respirar, manipulação de dados. Tanto escândalo surgindo um atrás do outro. Um gasto que chega a um trilhão só de juro no nosso país. 1 trilhão com T de tatu. Por quê? por causa dos amigos. E os amigos não são aqueles que sobem no palco para cantar música sertaneja, não.” Tanta roubalheira, tanto faraó com coração endurecido. E falta Moshe para chegar e falar. Por quê? Porque nós temos medo. E a gente tem medo por quê? Porque nós não acreditamos no Deus que nós dizemos, pelo menos de boca que nós acreditamos. Porque se eu acredito neste Deus, eu não posso ter medo de nada. Eu não posso ter medo de mudar. Eu não posso ter medo de prosperar. Eu não posso ter medo de empreender. Eu não posso ter medo de buscar uma melhor oportunidade. Eu não posso ter medo de uma enfermidade, por pior que seja a gravidade dela, porque ela está sujeita a meu Deus, que é rei, médico, fiel, justo, misericordioso. É o que nós oramos, mas é o que nós vivemos? Será? Será que quando eu louvo, quando eu converso com meu pai, será que eu sou temível? Será que os céus se movem? Será que eu tenho verdade? Não adianta falar de emunah. Ah, emunah é manter-se firme. Que comumente é chamado popularmente de fé. E a gente fala de emunah. Aí você quer dar brakhah, mas para quê? Se é mecânico não serve para nada. E “borê pri ragafen”, você está dando uma bênção pro vinho, mas para que? O que isso significa? Aí você dá brakhah para o alimento, bênção pro pão, para os alimentos, para os frutos. O que isso significa? Aí a gente começa as orações da manhã e a gente começa a dizer, “Eu te dou graças perante ti, ó Rei Vivo e Existente, que devolveste a minha alma com piedade. Grande é a Tua fé em nós.”  Olha o que nós dizemos. Você já parou para refletir o que se está dizendo aqui? “Grande é a Tua fé em nós”, porque nós somos pequenos. É o Eterno que acredita em nós. Ele acredita. Quem sabe um dia esse sujeito vai acordar. Ele vai perceber quem ele é. Ele vai entender qual é seu propósito, qual é a sua missão, o que ele tem que fazer enquanto ele estiver vivo nessa terra. Como está faltando, com coração de carne.

E, ter a Torá no coração não quer dizer que vai saber que tem que colocar um fio azul no tzitzit, que tem que colocar a mezuza na nos umbrais da casa, que tem que comer kasher, que tem que saber todas as leis. Ter um coração de carne onde a Torá está escrita, é não importa, eu sou ético. Não importa o que aconteça, não importa que as circunstâncias me ofereçam vantagens. Se não forem lícitas, eu estou fora. Por mais que eu esteja precisando, se aquilo que eu vou fazer é imoral, eu estou fora. Não quero. Se você está me oferecendo algo que é imoral, eu não quero. Se aquilo que nós vamos fazer não é justo. E justo tem a ver com justiça, e justiça tem a ver com julgar. E para julgar, eu tenho que entender que Deus diz: "Não tenha dois pesos e duas medidas, efá justa hin justo para vós e para o estrangeiro. Não existe dois pesos diferentes numa mesma balança. Você sempre tem que ser ilibado. Não é porque ele é meu amigo que eu vou favorecê-lo em um julgamento. Porque o Eterno diz: Não olhe para o outro, olhe para a causa. Não importa se ele tem muito dinheiro e o outro não tem dinheiro. Não importa se o outro é de esquerda ou se ele é de direita. Não importa se ele é gordo ou se ele é magro, se ele é rico ou se ele é pobre. Olhe para a causa e julgue – e julgue. Isso é ser justo em cima da causa.


Mas nós vemos só as diferenças, porque nós só vemos o rico e o pobre, o gordo e o magro, o doente e o sã, o alto e o anão. O que tem e o que não tem, o que é de direita e o que que é de esquerda. A gente não vê pessoas e não importa quando tem sofrimento, não importa a origem, esse sofrimento tem que ser combatido.


O mal que causa esse sofrimento tem que ser combatido. E a luz faz exatamente isso. Ela revela, ela afasta a escuridão. Entenda como diz no versículo 16 e 17 do capítulo 15. “Sobre eles caiu o medo e o pavor.” Quem é eles? Os de coração endurecidos. Vai cair o medo e o pavor sobre eles. “Com a grandeza do Teu braço, calaram-se como pedra até que passe o Teu povo Eterno, até que passe o povo que Tu mimas-te”, lembra que eu acabei de falar para você? E aí vem: "E Tu os trarás e os plantarás no monte de Tua herança, lugar preparado para Tua morada, que fizeste Eterno. O santuário que estabeleceram Tuas mãos, o Eterno então reinará para todo o sempre." O que é o que nós dizemos.


Lembre que você tem escolhas, porque hoje nós estamos diante das águas de Mará, Mará são águas, águas intragáveis. Não dá para beber, não dá para saciar a sede. Mas se nós agirmos, essas águas se tornarão águas que se adoçam, águas que se tornam saborosas, águas que se tornam potáveis, gostosas, refrescante, que vão matar a sede. Mas para isso precisa de ação.


Qual é o nosso coração? Deus já começou a trabalhar no seu coração para ele se sair, porque ele mesmo diz: o coração de vocês é um coração de pedra. Vocês são um povo de dura serviço. Vocês não querem se curvar. Nossa servis não se abaixa. Não adianta ficar orando e fazendo movimentos de descer e levantar o tronco. Isso é movimento de cintura, não é um movimento de coluna, de servis.


Se prostra, se rende. O teu pensamento tem que ser igual ao teu sentimento. Isso gera a emoção de gratidão. O pensamento e o sentimento geram a emoção e a emoção vai gerar o teu comportamento, o comportamento grato. E aí você pluga a tua lampadazinha no benjamim. Os mais antigos vão saber o que que é isso. Talvez os novos não saibam; é o soquete da lâmpada do Eterno. E aí a tua luz, puf, liga, ilumina, atrai. E as pessoas vão dizer: "Eu quero ser como ele, um funcionário, um empreendedor, seja lá o que for, que ético, que é moral, que é justo, que ama.


Para isso você tem que comer kasher, você não pode mais comer carne de porco, você não pode mais comer camarão. Você tem que abandonar a sua religião. Eu acho que todo mundo tem que abandonar a religião. Todo mundo tem que voltar-se para o espiritual. Religião é cheia de dogma, cheio de doutrinação. E tudo que doutrina limita. Deixa a gente quadrado. A gente não se encaixa mais. Tudo em volta é redondo e você é um quadrado que não encaixa, não consegue entrar. E você quer que todo mundo se encaixe em você e não dá, porque você é quadrado.


Será que o Eterno nesse dia de hoje não está dizendo para nós: "Estou te enviando. Seja uma voz que clama”? Quem nós somos? Não adianta você dizer: "Eu sou judeu". E daí? Que grande coisa. Será grande coisa quando você entender quem é, por que tem que fazer e começar a fazer, porque você sabe o porquê está fazendo e porque você sabe quem é. E se você sabe quem é, você sabe quem é teu Pai. Você sabe que tem as costas quente não por um figurão humano, mas você tem as costas quentes pelo Deus todo-poderoso. É ele que está contigo em qualquer momento.


Na parashá Beshalach, nós possamos verdadeiramente entender que não adianta alguém dizer vai se você não quer se mexer. Não adianta você ter nascido num lar judaico e você não quer se mexer. Não adianta nada você ter passado por todo um processo e se juntado ao povo se você não quer ir, você não quer sair, não quer sair do seu conforto. “Está tudo bem, eu ganho bem, eu tenho condições, eu posso se essa coisa piorar ir embora, eu tenho muitas opções.” E os que ficam? “Não é da minha responsabilidade.”


Bom, era isso que eu queria dizer. Se foi muito duro, é porque você está muito sensível. Que as minhas palavras possam realmente mexer um pouquinho.


Shalom aleikhem!

Que a paz esteja contigo!

 


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