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Parashat Bo (Êxodo 10:7-11)

 

A porção de hoje, que descreve os servos do Faraó que o aconselham a deixar os hebreus partirem e ele se recusa de forma obstinada, oferece ricas reflexões espirituais e contemporâneas que podem ser integradas às nossas vidas.

 

1. A Complexidade do Livre Arbítrio e da Responsabilidade

 

A teimosia do Faraó, mesmo quando seus próprios conselheiros apontam para a destruição do Egito, é um poderoso símbolo do livre arbítrio. Ele escolhe ativamente endurecer seu coração.


  • Reflexão: Podemos usar este momento para refletir sobre nossas próprias escolhas. Onde em nossas vidas estamos agindo com teimosia, ignorando conselhos sábios ou a voz da nossa consciência? A oração pode ser um momento para pedir clareza e força para assumir a responsabilidade por nossas ações e escolher o caminho da retidão, em vez da conveniência.


2. A Importância de Ouvir Conselhos Sábios


Os servos do Faraó veem a realidade da situação e oferecem um conselho pragmático: "Deixe os homens irem... não vês que o Egito está destruído?". A recusa do Faraó em ouvi-los agrava ainda mais seu sofrimento.


  • Reflexão: Em um mundo cheio de ruído, é fácil nos fecharmos em nossa própria bolha. Esta passagem nos ensina a importância da humildade para ouvir. Durante a oração, podemos pedir a sabedoria para discernir e aceitar conselhos valiosos, seja de amigos, familiares ou de líderes espirituais, reconhecendo que o orgulho pode nos cegar para a verdade.


3. A Luta Contra a Obstinação Espiritual


A obstinação do Faraó não é apenas política, é espiritual. Ela representa a resistência interna que todos enfrentamos ao tentar evoluir e nos conectar com o Eterno.


  • Reflexão: a reza é um momento ideal para o autoexame. Podemos nos perguntar: "Quais são as minhas 'obstinações' que me impedem de crescer espiritualmente? É o medo, o ego, o apego a velhos hábitos?". A história nos encoraja a identificar essas barreiras e a pedir ajuda para superá-las, abrindo nosso coração para a mudança e para a vontade de D’us.


4. A Unidade e a Inclusão na Vida Comunitária


A proposta do Faraó de deixar apenas os homens irem, excluindo mulheres, crianças e rebanhos, é rejeitada por Moshe, que insiste: "Havemos de ir com os nossos jovens e com os nossos velhos; com os nossos filhos e com as nossas filhas".


  • Reflexão: Esta é uma poderosa lição sobre comunidade e inclusão. A vida espiritual não é uma jornada solitária, nem é exclusiva para um grupo. Em nossas sinagogas e comunidades, estamos garantindo que todos — jovens, idosos, homens e mulheres — se sintam incluídos e valorizados? A oração pode ser um momento para fortalecer nosso compromisso com uma comunidade vibrante e acolhedora, onde cada pessoa tem seu lugar no serviço a D’us.


5. Paciência e Perseverança na Fé


Mesmo diante da recusa inflexível do Faraó, Moshe não desiste. Ele persevera na missão que lhe foi confiada, demonstrando uma fé inabalável no plano divino.


  • Reflexão: Todos enfrentamos obstáculos em nossos caminhos pessoais e espirituais. A perseverança de Moshe nos inspira a não desanimar. Durante nossas rezas podemos meditar sobre as áreas de nossa vida que exigem mais paciência e fé. Podemos pedir a D’us a força para continuar firmes em nossos propósitos, confiando que, mesmo nas dificuldades, estamos sendo guiados.


Essas reflexões conectam a narrativa milenar da Torah com os desafios e as aspirações da nossa vida diária, transformando a oração em um momento ainda mais profundo de crescimento e conexão espiritual.

 

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Vivendo com Propósito, Fé e Coragem!

Am Ysrael Chai 🙏

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