Perguntas que quase nunca fazem a um rabino- com o Rabino Jacques Cukierkon: A Entrevista
- Brit Bracha Brasil
- há 6 dias
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O que é ser judeu hoje? Existe céu e inferno no judaísmo? Questionar Deus enfraquece ou fortalece a fé? Essas e muitas outras perguntas aparecem em uma conversa profunda, provocadora e, em vários momentos, surpreendentemente leve com o Rabino Jacques Cukierkorn, da Brit Bracha Brasil.
Logo no início da entrevista, o rabino se apresenta de forma que já quebra expectativas. Ao falar sobre sua trajetória, ele destaca que seu trabalho sempre esteve ligado à inclusão, ao acolhimento e à construção de comunidades judaicas vivas, especialmente para pessoas que sempre sentiram o judaísmo como algo distante ou inacessível.
Entrevistador: Quem é o Rabino Jacques Cukierkorn?
Rabino: “Sou um rabino dedicado à inclusão, ao acolhimento e à construção de comunidades judaicas vivas, especialmente para quem sempre sentiu que o judaísmo estava distante ou inalcançável.”
A conversa avança para um dos temas mais sensíveis dentro e fora do judaísmo: a ideia de tornar a tradição acessível. Para o rabino, acessibilidade não significa superficialidade, mas responsabilidade, estudo e compromisso real.
Entrevistador: Tornar o judaísmo acessível não o torna menos valorizado?
Rabino: “O que é realmente valioso não se perde quando é compartilhado; ao contrário, se fortalece quando é vivido com verdade.”
Ao longo da entrevista, surgem reflexões sobre conversão, identidade judaica, pacto com Deus e o que realmente muda na vida de alguém que decide trilhar esse caminho. Em vez de promessas fáceis, o rabino insiste que o judaísmo oferece algo mais exigente e, talvez por isso, mais significativo: uma jornada.
Outro ponto que chama atenção é a forma como ele aborda espiritualidade. Questionado sobre céu, inferno e vida após a morte, sua resposta foge de respostas prontas e aponta para algo central na tradição judaica: viver bem aqui e agora.
Entrevistador: Os judeus acreditam em céu e inferno?
Rabino: “O que vem depois da morte é um mistério. E o mistério não é ausência de crença, é humildade.”
A entrevista também entra em temas delicados, como o papel do rabino, a autoridade espiritual, o conflito entre Israel e Palestina e a ideia de Messias. Em todos eles, o tom é o mesmo: menos certezas absolutas, mais responsabilidade ética e mais espaço para perguntas.
Entrevistador: Questionar a Torá não enfraquece a fé?
Rabino: “O judaísmo que não pode ser questionado é frágil. O judaísmo que eu conheço é vivo porque pensa, estuda e debate.”
No encerramento, a conversa retorna ao essencial. Em um mundo marcado por ruído, pressa e conflitos constantes, o rabino deixa uma mensagem simples e poderosa sobre como manter uma relação viva com Deus.
Rabino: “Deus se revela mais no simples do que no espetacular. Não é preciso achar tempo; é preciso fazer tempo.”
Essa entrevista não entrega respostas prontas, mas abre caminhos. É um convite para quem sente curiosidade, inquietação espiritual ou simplesmente vontade de pensar a fé de forma mais honesta e profunda.
Se você quer ouvir essas reflexões diretamente, com humor, provocações e histórias que não couberam neste texto, vale muito a pena assistir à entrevista completa.
Confira a entrevista na íntegra: https://youtu.be/YDwmLJahvpI



