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Todo muçulmano deveria ser sionista - você vai entender o porquê!


Israel é um país pequeno em território e população, mas com conquistas e contribuições notavelmente desproporcionais em saúde, ciência, tecnologia e valores democráticos. Nesta análise, apresentamos fatos que evidenciam o papel positivo de Israel – e do povo judeu em geral – para a humanidade, desmontando mitos anti-semitas e destacando que até mesmo cidadãos árabes e muçulmanos desfrutam de liberdade plena na única democracia estável do Oriente Médio. Também revisamos os esforços de paz rejeitados pela liderança árabe-palestina e lembramos que até o Alcorão reconhece a ligação histórica dos judeus com a Terra de Israel.


Saúde e Qualidade de Vida Exemplares


Israel exibe indicadores de saúde de primeiro nível em comparação internacional. A expectativa de vida ao nascer atingiu 83,8 anos, colocando o país em 4º lugar entre as nações da OCDE, 2,7 anos acima da média desses países desenvolvidos. Essa longevidade elevada reflete baixas taxas de mortalidade por doenças evitáveis e tratáveis: as mortes por causas evitáveis giram em torno de 78 por 100 mil habitantes (muito abaixo da média OCDE de 145) e as mortes por causas tratáveis são cerca de 56 por 100 mil (vs. 77 na OCDE). Outros índices reforçam o quadro positivo – por exemplo, a taxa de suicídio em Israel é de apenas 4 por 100 mil (a média OCDE é 11) e a mortalidade infantil fica em torno de 3 por 1.000 nascidos, uma das mais baixas do mundo desenvolvido.


Prevenção e hábitos saudáveis: Parte desse sucesso em saúde deve-se a fatores culturais e preventivos. A Brit Milah (circuncisão masculina ritual praticada pela comunidade judaica) é quase universal em Israel e traz benefícios médicos comprovados. Graças a essa prática, o país registra a menor incidência de câncer de pênis do mundo, virtualmente próxima de zero. A remoção do prepúcio também está associada a menor transmissão de infecções sexualmente transmissíveis: a Organização Mundial da Saúde recomenda a circuncisão voluntária por reduzir em cerca de 60% o risco de contágio do HIV heterossexual, e estudos mostram que homens circuncidados têm menor chance de portar HPV e transmitir esse vírus às parceiras, o que reduz a incidência de câncer do colo do útero em mulheres. Evidentemente, medidas de proteção como preservativos continuam essenciais, mas esses dados ilustram benefícios coletivos de uma tradição milenar.


Outro pilar é a dieta mediterrânea, predominante em Israel, rica em legumes, grãos integrais, azeite de oliva, peixes e frutas. Essa alimentação saudável contribui para a baixa mortalidade cardiovascular no país. Estudos de coorte na Europa ligam a aderência ao padrão mediterrâneo a até 39% menos risco de morte coronariana e cerca de 30% menos mortalidade cardiovascular em geral. Não por acaso, Israel está entre as nações com menores taxas de doenças cardíacas. Pratos típicos israelenses como hummus (pasta de grão-de-bico com tahine e azeite), saladas frescas com pepino, tomate e ervas, ou o shakshuka (ovos pochê cozidos em molho de tomate e pimentão) exemplificam essa culinária saborosa e benéfica.


Exemplos de pratos saudáveis de Israel: A seguir ensinamos duas receitas simples da cozinha israelense que refletem esses valores nutritivos:


  • Hummus tradicional: Ingredientes: 2 xícaras de grão-de-bico cozido, 2 colheres de sopa de tahine (pasta de gergelim), 2 dentes de alho, suco de 1 limão, 2 colheres de azeite de oliva, sal a gosto. Preparo: Bata todos os ingredientes no liquidificador ou processador até obter uma pasta homogênea, adicionando um pouco da água do cozimento dos grãos se necessário para ajustar a textura. Sirva o homus regado com fio de azeite, acompanhado de vegetais crus ou pão pita integral. É um prato riquíssimo em fibras, proteínas vegetais e gorduras saudáveis (do gergelim e do azeite), contribuindo para saciedade e saúde cardiovascular.

  • Shakshuka (ovos ao molho mediterrâneo): Ingredientes: 1 cebola picada, 1 pimentão vermelho em cubos, 2 dentes de alho picados, 4 tomates maduros picados (ou 1 lata de tomate pelado), 4 ovos, 2 colheres de sopa de azeite, 1 colher de chá de páprica doce, 1 colher de chá de cominho em pó, pitada de pimenta (como chili ou caiena), sal a gosto, salsa ou coentro frescos para guarnecer. Preparo: Em uma frigideira larga, aqueça o azeite e refogue a cebola e o pimentão até amaciarem. Junte o alho e as especiarias (páprica, cominho, pimenta) e mexa por 1 minuto liberando os aromas. Adicione os tomates e cozinhe em fogo médio até formarem um molho espesso (aprox. 10 minutos). Abra então 4 cavidades no molho e quebre um ovo em cada espaço. Tampe a panela e deixe em fogo baixo até as claras firmarem mas as gemas ainda fiquem levemente cremosas. finalize com salsa/coentro picado. O shakshuka é um prato rico em proteínas de alta qualidade (ovos) e antioxidantes dos tomates, além de aproveitar gorduras benéficas do azeite e fornecer diversos micronutrientes dos vegetais.


Israel conta com um sistema de saúde universal desde 1995, garantindo acesso amplo aos cidadãos. Além disso, a cooperação médica frequentemente transpõe barreiras políticas: hospitais israelenses atendem rotineiramente palestinos dos territórios vizinhos, provendo tratamentos indisponíveis em Gaza ou na Cisjordânia. Mesmo em períodos de conflito, Israel concede permissões para pacientes entrarem no país e receberem cuidados de alta complexidade. Por exemplo, somente em 2018 foram emitidas mais de 20 mil autorizações para palestinos da Cisjordânia tratarem-se em Israel, e um relatório do Knesset apontou que 42 mil palestinos foram atendidos em hospitais israelenses entre 2011 e 2015 – número que cresceu 37% nesse intervalo. Ou seja, dezenas de milhares de árabes, inclusive muitos provenientes de Gaza governada pelo Hamas, buscam e recebem assistência médica no “inimigo” israelense, uma realidade que desconstrói a retórica de ódio e destaca a dimensão humana e ética da medicina em Israel.


Inovação Tecnológica e Contribuições Científico-Acadêmicas


Apesar de todos os desafios, Israel emergiu como a “Nação Start-up”, referência mundial em inovação. O país investe pesado em pesquisa e desenvolvimento – 6,3% do PIB nacional é dedicado a P&D, a maior proporção do mundo (mais que o dobro da média da OCDE). Essa cultura de incentivo ao conhecimento rendeu frutos extraordinários: Israel possui a maior concentração per capita de engenheiros e cientistas e figura consistentemente entre os líderes no Índice Global de Inovação. Tais feitos são ainda mais impressionantes considerando que o país tem apenas 9 milhões de habitantes e pouco mais de 75 anos de existência como Estado soberano.


Tecnologia de ponta “Made in Israel”: Diversos produtos e avanços que moldam o cotidiano moderno têm origem israelense ou forte contribuição do saber judaico. Alguns exemplos notáveis incluem:


  • Navegação GPS colaborativa: O aplicativo Waze, que revolucionou a forma de evitar tráfego através do compartilhamento em tempo real por motoristas, foi desenvolvido em Israel e posteriormente adquirido pelo Google por cerca de US$ 1 bilhão. Hoje é usado por dezenas de milhões de pessoas em todo o globo.

  • Dispositivos de armazenamento: A onipresente pen drive/USB flash drive foi inventada por engenheiros israelenses da empresa M-Systems. O primeiro DiskOnKey foi lançado em 2000 e logo substituiu os CDs como meio preferencial de armazenar e transportar dados. Essa invenção surgiu no Technion (Instituto de Tecnologia de Israel) e mudou para sempre o mundo da computação portátil.

  • Agricultura de precisão: Diante de recursos hídricos escassos, Israel desenvolveu a irrigação por gotejamento, tecnologia criada pelo engenheiro Simcha Blass. Esse método entrega quantidades precisas de água diretamente às raízes das plantas, reduzindo o desperdício. A técnica diminui em até 60% o consumo de água e aumenta em até 90% a produtividade agrícola comparado à irrigação convencional. Trata-se de uma inovação adotada em inúmeros países, crucial para enfrentar insegurança alimentar em regiões áridas.

  • Segurança cibernética e IA: Israel é referência global em cibersegurança, fornecendo soluções adotadas por empresas e governos no mundo todo. Grandes corporações de tecnologia mantêm centros de P&D em Israel, aproveitando talentos locais. Na área de inteligência artificial, universidades e start-ups israelenses participam da vanguarda de pesquisa em visão computacional, aprendizagem de máquina e carros autônomos. A empresa Mobileye, por exemplo, pioneira em sistemas de direção autônoma, foi adquirida pela Intel por US$ 15 bilhões, e suas tecnologias estão guiando veículos inteligentes pelas ruas de diversos países.


Esses são apenas alguns casos entre centenas. Israel produz mais companhias de tecnologia listadas na NASDAQ do que qualquer país fora dos EUA. Grandes invenções como o correio de voz, a câmera PillCam (cápsula endoscópica descartável que filma o trato digestivo por dentro) e algoritmos de compressão de dados tiveram cérebros israelenses por trás. Essa prolífica criatividade tem raízes em fatores como investimento maciço em educação (especialmente nas áreas de engenharia, ciência da computação e medicina), parcerias acadêmicas globais e uma cultura que valoriza o empreendedorismo e a “chutzpah” – a audácia de desafiar o status quo.


Excelência acadêmica e Prêmios Nobel: Outra métrica do impacto intelectual judeu é a presença marcante entre laureados das maiores honrarias científicas. Ao longo do último século, pessoas de origem judaica conquistaram cerca de 20 a 22% de todos os Prêmios Nobel já outorgados, apesar de os judeus representarem meros 0,2% da população mundial. Isso significa uma proporção de láureas 110 vezes acima da percentagem populacional – um feito sem paralelo. Em campos como Física, Química, Medicina e Economia, mentes judaicas brilhantes contribuíram de forma decisiva (Einstein, Freud, Curie, Feynman, até modernos pioneiros da tecnologia e matemáticos). Israel em si já produziu uma dezena de laureados (inclusive quatro Nobel de Química somente desde 2004), além de sediar instituições de ponta como o Instituto Weizmann e o Technion. A diáspora judaica, por sua vez, também enriqueceu inúmeras nações com líderes intelectuais, artistas e inovadores muito à frente de seu tempo. Essa tradição de excelência reflete valores culturais que enfatizam estudo, questionamento crítico (debate talmúdico) e busca pelo conhecimento – um verdadeiro capital humano que beneficia toda a humanidade.


Democracia e Direitos Iguais para Todos os Cidadãos


Desde sua fundação em 1948, Israel se estruturou como uma democracia liberal pluripartidária, única em uma região marcada historicamente por regimes autoritários. O país possui eleições livres regulares, alternância de poder e imprensa independente. De acordo com a organização Freedom House, Israel é categorizado como país “totalmente livre”, obtendo pontuações elevadas em direitos políticos e liberdades civis (na faixa de 76-79 de um máximo de 100, muito acima de qualquer outro do Oriente Médio) . Embora, como qualquer nação, enfrente desafios e críticas (e esteja em constante aperfeiçoamento de suas instituições), Israel mantém garantias sólidas de Estado de Direito e participação cidadã que não encontram paralelo regional.


Um aspecto frequentemente ignorado pelos detratores é que Israel não é uma democracia “só para judeus” – na verdade, cerca de 21% da população israelense é árabe (principalmente muçulmanos, além de minorias cristãs e drusas), descendentes dos habitantes árabes que permaneceram dentro das fronteiras após a independência. Esses cidadãos árabes-israelenses desfrutam dos mesmos direitos legais plenos que os cidadãos judeus: votam nas eleições, podem se organizar em partidos (há diversos partidos árabes e árabe-judeus no parlamento, o Knesset), ocupam cargos públicos de destaque (já houve ministros, embaixadores e juízes da Suprema Corte de origem árabe). Nas ruas de Jerusalém, Haifa ou Tel Aviv, é comum ouvir árabe tanto quanto hebraico; o árabe tem status de língua oficial/minoritária reconhecida e é amplamente usado em serviços públicos, placas, escolas e universidades. A liberdade religiosa também é resguardada: mesquitas operam livremente (o terceiro lugar mais sagrado do Islã, a Mesquita de Al-Aqsa, é administrada por uma entidade islâmica sob supervisão jordaniana, com acesso garantido aos fiéis). Mulheres árabes em Israel possuem direitos e oportunidades muito superiores aos das mulheres na maioria dos países árabes vizinhos – podem estudar em qualquer universidade, dirigir, escolher sua profissão e vestir-se livremente. Em suma, os árabes israelenses gozam de um nível de liberdade de expressão, imprensa, culto e empreendimento inexistente em qualquer outro país do Oriente Médio. Não é por acaso que pesquisas indicam que a grande maioria deles prefere continuar vivendo em Israel a ser transferida para um hipotético Estado palestino, valorizando os benefícios da cidadania israelense.


Israel, portanto, refuta com fatos a acusação de “apartheid” racial ou religioso. Como vimos, não há segregação legal imposta pelo Estado com base em etnia ou fé: todos os cidadãos, independentemente de origem judaica, árabe ou outra, têm direito a voto, devido processo legal e igualdade perante a lei. As únicas distinções civis se dão por critérios objetivos, como o serviço militar obrigatório – do qual, aliás, a maioria dos árabes é isenta (por opção comunitária), mas não impedida caso queira servir; e muitos participam voluntariamente nas Forças de Defesa de Israel ou na polícia, integrando-se na defesa do país que também consideram seu lar.


É importante destacar que Israel permanece, até hoje, a única democracia plena no Oriente Médio. Nos últimos anos, alguns vizinhos ensaiaram transições democráticas (por exemplo, o Líbano e o Iraque tiveram períodos eleitorais conturbados; a Tunísia viveu uma primavera democrática curta antes de retrocessos recentes), mas nenhum conseguiu institucionalizar liberdades públicas e estabilidade como Israel. Em Israel, judeus, cristãos, muçulmanos e pessoas de todas as origens podem criticar abertamente o governo sem temer represálias do Estado – um contraste gritante com os regimes autoritários ao redor. Essa realidade solapa a retórica dos que demonizam Israel: longe de ser um opressor teocrático ou colonial, o país é farol de democracia liberal em meio a uma região carente de liberdades. Até mesmo em períodos de tensão, a Knesset inclui parlamentares árabes anti-sionistas que condenam o próprio governo de Israel dentro do parlamento israelense – uma cena impensável nos países vizinhos, onde opositores costumam ser silenciados ou exilados.


Conflitos, Esforços de Paz Recusados e Legitimidade Histórica


A história do conflito árabe-israelense é complexa, mas um ponto crucial precisa ser enfatizado: a disposição de Israel em aceitar soluções de dois Estados e a recusa repetida da liderança árabe-palestina em estabelecê-los. Em diversas ocasiões, propostas concretas de criação de um Estado árabe-palestino ao lado de Israel foram colocadas na mesa – e rejeitadas pelo lado árabe. Já em 1947, o Plano de Partilha da ONU propunha dividir o território do Mandato Britânico da Palestina em dois Estados – um judeu e um árabe – com Jerusalém sob status internacional. Os líderes sionistas aceitaram a partilha, engajando-se na construção de seu Estado conforme a lei internacional. Os árabes, porém, rechaçaram a oferta antes mesmo que o Estado judeu nascesse. Na declaração de independência de Israel, em maio de 1948, o novo país até estendeu a mão pela paz e cooperação com seus vizinhos árabes; a resposta veio na forma de guerra: no dia seguinte, cinco exércitos árabes (Egito, Síria, Transjordânia, Líbano e Iraque) invadiram Israel com o claro objetivo de eliminar o recém-criado Estado judeu. Esse conflito – a Guerra de Independência de 1948 – terminou com a vitória improvável de Israel sobre forças muito superiores em número, mas ao custo de milhares de vidas e de um permanente trauma para ambos os povos. Os palestinos não fundaram seu Estado naquele momento porque suas próprias lideranças (e países árabes aliados) optaram por tentar destruir Israel em vez de aceitar viver ao lado dele.


Nas décadas seguintes, a cena se repetiu diversas vezes. Em 1967, na véspera da Guerra dos Seis Dias, as tropas do Egito, Síria e Jordânia mobilizaram-se novamente ao redor de Israel, com discursos públicos de aniquilação (o presidente Nasser do Egito pregava “varrer Israel do mapa” enquanto concentrava tanques no Sinai e fechava o Golfo de Aqaba aos navios israelenses, um casus belli). Israel, diante da ameaça existencial iminente, lançou um ataque preventivo em junho de 1967, destruindo as forças aéreas inimigas e triunfando em apenas seis dias – assumindo o controle de Gaza, Cisjordânia, Sinai e Golã. Posteriormente, o governo israelense sinalizou disposição de devolver a maior parte dos territórios em troca de paz, mas a resposta dos países árabes ficou famosa como os “Três Nãos de Cartum” (conferência de líderes árabes em setembro de 1967): não à paz com Israel, não ao reconhecimento de Israel e não a negociações. Em 1973, no dia sagrado do Yom Kippur, Egito e Síria lançaram um ataque surpresa coordenado contra Israel, pegando a defesa israelense desprevenida nos primeiros dias. Embora as forças árabes tenham obtido ganhos iniciais no Sinai e Golã, Israel conseguiu reverter a ofensiva após mobilizar suas reservas, eventualmente cercando o 3º Exército egípcio e repelindo os sírios. A Guerra do Yom Kippur, apesar da vitória militar israelense, cobrou um preço alto em vidas e abalou a autoestima do país – mas também pavimentou o caminho para a paz: o Egito, sob Anwar Sadat, reconheceu que não destruiria Israel pela força e optou por negociar. O resultado foram os Acordos de Camp David (1978), em que Israel devolveu integralmente a Península do Sinai ao Egito em troca de paz – primeiro tratado de paz entre Israel e um vizinho árabe.


No tocante aos palestinos, Israel também fez propostas históricas de compromisso que foram rejeitadas por seus líderes. Em 2000, o primeiro-ministro Ehud Barak, com mediação do presidente Bill Clinton, ofereceu a Yasser Arafat na Cúpula de Camp David a criação de um Estado palestino soberano em Gaza e na maior parte da Cisjordânia, com capital no setor oriental de Jerusalém e até soberania palestina sobre os locais sagrados islâmicos – uma concessão extraordinária. Arafat recusou a oferta integralmente, sem apresentar contraproposta, e poucos meses depois deflagrou-se a violenta Segunda Intifada. Novamente em 2008, o primeiro-ministro israelense Ehud Olmert propôs ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, um acordo de paz que incluía praticamente 100% dos territórios requisitados (com pequenas trocas de terra), partilha de Jerusalém e solução para refugiados. Abbas igualmente rejeitou essa proposta ampla, deixando-a sem resposta definitiva . Esses eventos levaram o próprio Clinton a lamentar que Arafat “nunca perdeu uma oportunidade de perder uma oportunidade” de criar o Estado palestino. Até planos recentes, como as iniciativas mediadas pelos EUA em 2014 e 2020, esbarraram em recusas ou precondições inaceitáveis do lado palestino. Em suma, Israel por diversas vezes aceitou o princípio “dois Estados para dois povos”, ao passo que as lideranças palestinas disseram “não”, mantendo um status quo doloroso para ambos os lados.


Nada disso é dito para negar a complexidade da questão palestina nem para afirmar que Israel não tenha erros a corrigir. Porém, historicamente, quando se trata de ofertas formais de paz envolvendo a criação de um Estado palestino, foram os representantes árabes/palestinos que optaram pela intransigência ou pela guerra em vez do compromisso negociado – desde 1947 até os tempos atuais. Apesar disso, Israel devolveu territórios por paz (como todo o Sinai ao Egito, e a retirada unilateral de Gaza em 2005) e demonstrou na prática que valoriza a vida acima de conquistas territoriais. Hoje, há cidadãos judeus que criticam seu próprio governo e defendem ativamente a causa palestina dentro de Israel – liberdade que falta na ditadura do Hamas em Gaza, por exemplo, onde dissidentes são silenciados brutalmente.


Legitimidade histórica e reconhecimento internacional: Israel é frequentemente retratado por detratores como uma entidade colonial “imposta” no Oriente Médio. Porém, além do direito histórico (o povo judeu tem raízes de 3 mil anos na Terra de Israel, onde sua civilização se formou), a legitimidade jurídica moderna de Israel é sólida: o país nasceu por decisão da Assembleia Geral da ONU (Resolução 181) e foi admitido como membro pleno da ONU em 1949. Diversos planos de paz ao longo do século XX visaram equilibrar autodeterminação judaica e árabe; Israel quase sempre disse “sim” a esses arranjos, enquanto o lado árabe recusou-os, como vimos. Hoje Israel mantém tratados de paz e relações diplomáticas com Egito, Jordânia, Emirados Árabes, Marrocos, Bahrein, entre outros – um reconhecimento crescente de sua permanência legítima na região.


Um fato pouco divulgado – e potencialmente surpreendente para muitos – é que o próprio texto sagrado do Islã reconhece a Terra de Israel (Santa) como dada por Deus aos judeus (Filhos de Israel). No Alcorão, livro que os muçulmanos acreditam ter sido revelado ao Profeta Maomé, há passagens explícitas sobre isso. Por exemplo, na Surata 5 (Al-Má’ida), versículos 20-21, Moisés diz ao povo de Israel: “Ó meu povo, entrai na Terra Santa que Allah vos destinou”. O verso deixa claro que a terra foi destinada por Allah aos filhos de Israel. Outra passagem, Surata 17 (Al-Isrá), verso 104, afirma: “E dissemos depois disso aos Filhos de Israel: ‘Habitem com segurança na terra (prometida)…’”. Esses trechos corroboram a narrativa bíblica de uma terra prometida aos descendentes de Abraão, Isaac e Jacó (Israel). É notável que o Alcorão não atribui Jerusalém ou a Terra Santa aos árabes ou muçulmanos, mas sim aos judeus – contradizendo, assim, muitos argumentos islamistas contemporâneos que negam os vínculos judaicos com Jerusalém. Estudiosos ressaltam que não há base corânica para reivindicar Jerusalém como posse exclusiva islâmica; ao contrário, o Alcorão legitima a herança israelita naquela terra. De fato, durante séculos de domínio muçulmano pré-sionismo, teólogos islâmicos reconheciam os “Bani Israil” como habitantes históricos da região. Somente com o acirramento do conflito político, algumas interpretações passaram a obscurecer essas referências. Mas a citação direta do texto sagrado – um testemunho de 1.400 anos atrás – deixa claro que negar a conexão dos judeus com a Terra de Israel é negar inclusive a escritura islâmica. Essa informação, pouco difundida, é uma poderosa resposta à retórica de ódio: o próprio profeta Muhammad (Maomé), segundo a tradição islâmica, nunca contestou o direito dos judeus à sua terra ancestral.

Nota: Em todo o Quran, sabe quantas menções há à Palestina (Falestin)? NENHUMA. Sabe quantas menções há à Israel? 44 vezes fala Bnai Israil!!!


Conclusão


Ao examinar fatos e dados, percebemos que Israel e o povo judeu contribuíram imensamente para o progresso humano, desmentindo narrativas que os pintam como vilões. Israel apresenta índices de saúde dignos de destaque mundial e partilha suas conquistas médicas até com aqueles que se declaram seus inimigos. No terreno da inovação, seus cientistas e empreendedores transformaram a vida moderna – dos chips aos aplicativos, da agricultura sustentável aos avanços em medicina – muito além do que seria esperado de uma nação tão pequena. Em termos de valores, Israel mantém acesa a chama da democracia, assegurando direitos até para minorias e vozes dissidentes, demonstrando pluralismo raro na região.


É importante frisar que enaltecer Israel não significa ignorar os sofrimentos alheios nem afirmar que o país esteja isento de críticas ou desafios (como qualquer sociedade, Israel enfrenta dilemas e imperfeições que devem ser trabalhados, da mesma forma que seus vizinhos têm os deles). No entanto, frente ao antissemitismo e à desinformação, é crucial equilibrar a balança com a verdade: o povo judeu, em Israel e na diáspora, tem sido uma força desproporcional de bem, inovação e liderança intelectual no mundo. Mesmo após perseguições e tragédias históricas inomináveis (como o Holocausto, que dizimou um terço de todos os judeus apenas 80 anos atrás), os judeus renasceram em seu lar ancestral e escolheram construir uma sociedade vibrante, que exporta mais conhecimento e ajuda humanitária do que rancor.


Em termos de resolução de conflitos, Israel repetidamente demonstrou buscar a paz – aceitando dividir a terra quando proposto, retirando-se de territórios em troca de promessas de convivência – ao passo que frequentemente seus inimigos recusaram as soluções razoáveis ofertadas. Ainda assim, Israel integrou milhões de refugiados judeus expulsos de países árabes (pouco se fala, mas aproximadamente 800 mil judeus foram expulsos ou fugiram de nações do Oriente Médio e Norte da África nas décadas de 1940-50), sem manter ressentimentos contra esses países atualmente. Enquanto isso, milhões de refugiados palestinos seguem sendo politicamente explorados por lideranças que se negam a realocá-los ou aceitar acordos que poriam fim ao impasse.


Por fim, lembrar que o ódio aos judeus – o antissemitismo – é uma doença moral antiga que tem se disfarçado de várias formas (inclusive de “antissionismo” radical) mas que invariavelmente busca negar ao povo judeu a igualdade de direitos gozados por outros povos. A melhor antítese a esse ódio é a realidade: Israel não é demoníaco, Israel é humano. Um país com realizações incríveis, sim, mas também com gente comum que deseja viver em paz, criar seus filhos, prosperar e fazer o bem. Judeus, seja em Eretz Israel (a Terra de Israel) seja na diáspora global, continuamente deixam um legado muito positivo desproporcional ao seu pequeno número – nas artes, nas ciências, na economia e na luta pelos direitos civis (não esqueçamos que ativistas judeus estiveram na linha de frente de movimentos como o pelos direitos dos negros nos EUA, entre tantos outros exemplos). Reconhecer e celebrar essas contribuições não é somente combater o antissemitismo – é afirmar a verdade histórica e inspirar futuras gerações a valorizar a diversidade e a colaboração entre os povos.


Em suma, Israel hoje se mantém, contra todas as probabilidades, forte, livre e comprometido com a vida. Seus hospitais salvam pacientes inimigos, seus inventores tornam o mundo mais conectado e sustentável, seus cidadãos – judeus e árabes – votam e criticam o governo livremente, e sua mera existência garante ao povo judeu um porto seguro diante de qualquer ameaça existencial. Tudo isso merece ser conhecido e reconhecido. Os fatos falam por si: Israel e os judeus, longe de serem um “mal a ser extirpado” (no discurso dos antissemitas), são um bem a ser preservado e aplaudido, por tudo que já fizeram e ainda farão em benefício da humanidade.


Bibliografia:

  • OECD, Health at a Glance 2025: Israel – Country Note, com dados de expectativa de vida (83,8 anos, 4ª mais alta da OCDE) e mortalidade evitável/tratável inferiores à média.

  • Douglawi et al., Translational Andrology and Urology (2017) – estudo mostrando que a incidência de câncer peniano em Israel, onde a circuncisão é amplamente praticada, é a mais baixa do mundo (<0,1% dos tumores masculinos).

  • WHO, Global HIV Programme – recomendação da OMS da circuncisão masculina por reduzir em ~60% o risco de infecção por HIV heterossexual.

  • UW Medicine News (2019) – revisão de 81 estudos indicando que a circuncisão masculina é uma “ferramenta poderosa” para reduzir o risco de HPV, câncer cervical e outras IST em mulheres, graças à menor transmissão por homens circuncidados.

  • Seven Countries Study (HALE project) – achados sobre dieta mediterrânea associada a 39% menos mortalidade coronariana e 29% menos mortalidade cardiovascular em populações idosas europeias.

  • Nuvance Health (2024) – benefícios da dieta mediterrânea e receita clássica de hummus ressaltando fibras, gorduras saudáveis e sabor.

  • Downshiftology (2025) – receita de shakshuka, prato israelense/norte-africano nutritivo à base de ovos e tomate, detalhando ingredientes e modo de preparo tradicional.

  • UN Watch – relatório rebatendo acusações anti-Israel na ONU, citando que mais de 20 mil palestinos da Cisjordânia obtiveram permissão para tratamento em Israel só em 2018, e que 42 mil palestinos foram tratados em Israel entre 2011-2015, número em alta de 37%.

  • WIPO/OCDE – dados de 2022-2023 colocando Israel como líder global em investimento em P&D (aprox. 6,3% do PIB).

  • Wharton, Knowledge@Wharton (2018) – “What Drives Israel’s Startup Success”, destacando a aquisição da Mobileye por US$ 15,3 bi e as realizações notáveis de Israel em ciência/tecnologia apesar da pequena população.

  • Wharton (2018) – casos de inovação israelense: venda do app Waze ao Google por ~US$966 milhões ; invenção da irrigação por gotejamento permitindo +90% de produtividade com -60% de água.

  • American Technion Society (2025) – comemoração de 25 anos da invenção do pen drive (Disk On Key), inventado em Israel por Dov Moran (Technion), patenteado em 2000.

  • Wikipedia (lista de laureados judeus) – estatística de que pessoas de origem judaica representam ~22% dos ganhadores de Prêmios Nobel, apesar de serem apenas 0,2% da população mundial.

  • Israel War Room – artigo “Israel is the Only Democracy in the Middle East” explicando que Freedom House classifica Israel como país free (livre) e desmentindo a acusação de apartheid ao lembrar que cidadãos árabes de Israel gozam de plenos direitos civis e religiosos igual aos judeus.

  • CIJA (Centre for Israel and Jewish Affairs, Canadá) – “Myth: Palestinians never had chance for statehood”, listando as ofertas rejeitadas: Plano da ONU de 1947 (recusado pelos árabes), oferta de Barak/Clinton em 2000 (rejeitada por Arafat) e oferta de Olmert em 2008 (rejeitada por Abbas).

  • Al Jazeera (2003), retrospectiva das guerras – descrição do ataque pan-árabe contra Israel em 15/5/1948 logo após a independência e relato da ofensiva de Egito e Síria no Yom Kippur de 1973 surpreendendo Israel (início da guerra).

  • The Times of Israel – Blogs (Tanveer Zamani, 2025) – “The Quran Declared the Promised Land Belongs to Bani Israel…”, citando versículos do Alcorão que afirmam Allah ter designado a Terra Santa aos Filhos de Israel (p.ex. Al-Má’ida 5:21) e explicando que o texto islâmico não dá base para reivindicações exclusivas muçulmanas sobre Jerusalém, pois reconhece-a como herança israelita.

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