O Nome como Gesto de (Re)Criação e o seu Peso no Judaísmo
A identidade não é uma soma, tampouco um dado fixo. Pensá-la como equação simples é aplicar à vida uma lógica que funciona nos números, mas falha no campo do ser, onde linguagem, tempo e relação se entrelaçam. Na experiência humana, a ordem importa. O modo como alguém é chamado importa. Alterar a ordem de um nome não é gesto neutro: é tocar na estrutura pela qual a pessoa é reconhecida e, muitas vezes, aprende a se reconhecer. Nome não é detalhe. Ele organiza o campo de relações em torno da...