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Sexo e Judaísmo — Parte XVII (Conclusão)
O outro não é resposta: é chamado Depois de tudo — criação, aliança, Chuppah, limite, quebra, Tikkun, tempo, separação — resta uma percepção silenciosa: o judaísmo nunca tentou explicar o sexo. Ele tentou educar o encontro. A modernidade pergunta: “Como ser feliz no amor?” A tradição judaica pergunta algo mais difícil: “Quem você se torna quando alguém confia o próprio corpo à sua presença?” Essa mudança é decisiva. O centro deixa de ser o prazer, a compatibilidade ou mesmo o

Reginaldo Eugenio Ramos Teodoro
11 de mai.2 min de leitura


Parashat Behar com o Rabino Jacques Cukierkorn
Esta semana, a parashá *Behar* se abre no Monte Sinai com um lembrete marcante: “E falou o Eterno a Moisés no Monte Sinai…” (Levítico 25:1) Rashi pergunta: por que enfatizar o Monte Sinai aqui? Acaso não foram todos os mandamentos dados no Sinai? Sua resposta é que, assim como as leis do ano sabático foram dadas com todos os seus detalhes no Sinai, assim também foram todas as mitzvot. Mas talvez haja algo mais profundo. Porque o que vem a seguir não é apenas mais uma lei ritu

Rabino Jacques Cukierkorn
8 de mai.4 min de leitura


Sexo e Judaísmo — Parte XVI
Depois da última palavra: silêncio, responsabilidade e o começo que retorna Talvez o maior equívoco seja imaginar que uma tradição milenar termina ensinando algo conclusivo sobre o sexo. Como se, ao final do caminho, encontrássemos uma fórmula capaz de resolver o enigma do encontro humano. O judaísmo nunca ofereceu isso. E talvez sua honestidade mais radical esteja justamente aí. A Torah termina — e imediatamente recomeça. Ao concluir a leitura anual, não se fecha o livro; vo

Reginaldo Eugenio Ramos Teodoro
7 de mai.2 min de leitura


Sexo e Judaísmo — Parte XV
O último ensinamento: por que o vínculo verdadeiro nunca termina pronto Chegamos perto do fim — mas o judaísmo sempre desconfia dos fins. Encerramentos absolutos pertencem mais à necessidade humana de tranquilidade do que à estrutura da existência. Ao longo desta série, o desejo deixou de aparecer como impulso, depois como sentimento, depois como intenção, depois como lei, depois como quebra, depois como reparação. Em nenhum momento ele foi estabilizado definitivamente. Isso

Reginaldo Eugenio Ramos Teodoro
4 de mai.2 min de leitura


Parashat Emor com o Rabino Jacques Cukierkorn
Nesta semana lemos a Parashá Emor e, pelo que gosto de chamar de uma “coincidência divina”, ela costuma cair perto do dia 1º de maio, conhecido como o Dia Internacional do Trabalho. À primeira vista, a porção da Torá e o Dia do Trabalho parecem uma combinação estranha. Uma fala de sacerdotes e santidade; a outra de trabalho e direitos. Mas a Torá está sempre à frente do seu tempo. Ela nos ensina: “Seis dias trabalharás, mas o sétimo é um Shabat de descanso completo.” O trabal

Rabino Jacques Cukierkorn
1 de mai.1 min de leitura


Sexo e Judaísmo — Parte XIV
O que permanece: presença, finitude e a santidade do inacabado Se acompanhamos o caminho até aqui, algo já deve ter se tornado claro: o judaísmo nunca prometeu resolver o problema do desejo. Nem através da Lei, nem através do amor, nem através do misticismo. Cada etapa introduziu não uma solução, mas uma profundidade maior do problema. A criação não terminou. O Sinai não terminou. O casamento não termina na Chuppah. O Shabbat não permanece para sempre. Até o Tikkun não é conc

Reginaldo Eugenio Ramos Teodoro
30 de abr.2 min de leitura
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