top of page

Parashat Emor com o Rabino Jacques Cukierkorn


Nesta semana lemos a Parashá Emor e, pelo que gosto de chamar de uma “coincidência divina”, ela costuma cair perto do dia 1º de maio, conhecido como o Dia Internacional do Trabalho.

À primeira vista, a porção da Torá e o Dia do Trabalho parecem uma combinação estranha. Uma fala de sacerdotes e santidade; a outra de trabalho e direitos. Mas a Torá está sempre à frente do seu tempo.

Ela nos ensina: “Seis dias trabalharás, mas o sétimo é um Shabat de descanso completo.” O trabalho existe, mas tem limites.

Isso foi revolucionário. O ser humano não é uma máquina.

Muito antes de sindicatos ou leis trabalhistas, já existia o Shabat. Um dia de descanso para todos. Isso é justiça social.

Conta-se uma história sobre o Rabino Zusha. Ele perguntou a um trabalhador: “Por que você trabalha tanto?” O homem respondeu: “Para sustentar minha família.” Zusha perguntou: “E sua alma?” O homem disse: “Não tenho tempo.” Zusha respondeu: “Você não pode se dar ao luxo de não ter.”

A Torá também nos ensina sobre pausas sagradas no tempo. O Dia do Trabalho nos lembra de parar. A Torá nos lembra por quê.

Hoje temos uma nova forma de escravidão: a conexão constante. Se o faraó vivesse hoje, nos daria smartphones.

Contamos o Omer, não apenas dias, mas crescimento.

A mensagem é clara: todo trabalho pode ser sagrado.

O Baal Shem Tov ensinou: onde estão seus pensamentos, ali você está.

Então aprendemos:

O trabalho é importante, mas não é tudo.

O descanso é sagrado.

E o sentido da vida importa mais do que a produtividade.

Que possamos aprender a viver melhor.

Shabat Shalom.


Comentários


© 2026 - Brit Brachá Brasil 

Integrando Judeus e Não judeus de Norte a Sul do País

Filiada ao Movimento Judaico Reformista Internacional

Brit Braja Worldwide Jewish Outreach - BBWJO

BRIT BRACHA BRASIL
CNPJ: 19.121.806/0001-66

  • Youtube
  • Instagram
  • Facebook
bottom of page