Parashat Emor com o Rabino Jacques Cukierkorn
- Rabino Jacques Cukierkorn

- há 2 horas
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Nesta semana lemos a Parashá Emor e, pelo que gosto de chamar de uma “coincidência divina”, ela costuma cair perto do dia 1º de maio, conhecido como o Dia Internacional do Trabalho.
À primeira vista, a porção da Torá e o Dia do Trabalho parecem uma combinação estranha. Uma fala de sacerdotes e santidade; a outra de trabalho e direitos. Mas a Torá está sempre à frente do seu tempo.
Ela nos ensina: “Seis dias trabalharás, mas o sétimo é um Shabat de descanso completo.” O trabalho existe, mas tem limites.
Isso foi revolucionário. O ser humano não é uma máquina.
Muito antes de sindicatos ou leis trabalhistas, já existia o Shabat. Um dia de descanso para todos. Isso é justiça social.
Conta-se uma história sobre o Rabino Zusha. Ele perguntou a um trabalhador: “Por que você trabalha tanto?” O homem respondeu: “Para sustentar minha família.” Zusha perguntou: “E sua alma?” O homem disse: “Não tenho tempo.” Zusha respondeu: “Você não pode se dar ao luxo de não ter.”
A Torá também nos ensina sobre pausas sagradas no tempo. O Dia do Trabalho nos lembra de parar. A Torá nos lembra por quê.
Hoje temos uma nova forma de escravidão: a conexão constante. Se o faraó vivesse hoje, nos daria smartphones.
Contamos o Omer, não apenas dias, mas crescimento.
A mensagem é clara: todo trabalho pode ser sagrado.
O Baal Shem Tov ensinou: onde estão seus pensamentos, ali você está.
Então aprendemos:
O trabalho é importante, mas não é tudo.
O descanso é sagrado.
E o sentido da vida importa mais do que a produtividade.
Que possamos aprender a viver melhor.
Shabat Shalom.




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