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Sexo e Judaísmo — Parte XVI
Depois da última palavra: silêncio, responsabilidade e o começo que retorna Talvez o maior equívoco seja imaginar que uma tradição milenar termina ensinando algo conclusivo sobre o sexo. Como se, ao final do caminho, encontrássemos uma fórmula capaz de resolver o enigma do encontro humano. O judaísmo nunca ofereceu isso. E talvez sua honestidade mais radical esteja justamente aí. A Torah termina — e imediatamente recomeça. Ao concluir a leitura anual, não se fecha o livro; vo

Reginaldo Eugenio Ramos Teodoro
7 de mai.2 min de leitura


Sexo e Judaísmo — Parte XV
O último ensinamento: por que o vínculo verdadeiro nunca termina pronto Chegamos perto do fim — mas o judaísmo sempre desconfia dos fins. Encerramentos absolutos pertencem mais à necessidade humana de tranquilidade do que à estrutura da existência. Ao longo desta série, o desejo deixou de aparecer como impulso, depois como sentimento, depois como intenção, depois como lei, depois como quebra, depois como reparação. Em nenhum momento ele foi estabilizado definitivamente. Isso

Reginaldo Eugenio Ramos Teodoro
4 de mai.2 min de leitura


Parashat Emor com o Rabino Jacques Cukierkorn
Nesta semana lemos a Parashá Emor e, pelo que gosto de chamar de uma “coincidência divina”, ela costuma cair perto do dia 1º de maio, conhecido como o Dia Internacional do Trabalho. À primeira vista, a porção da Torá e o Dia do Trabalho parecem uma combinação estranha. Uma fala de sacerdotes e santidade; a outra de trabalho e direitos. Mas a Torá está sempre à frente do seu tempo. Ela nos ensina: “Seis dias trabalharás, mas o sétimo é um Shabat de descanso completo.” O trabal

Rabino Jacques Cukierkorn
1 de mai.1 min de leitura


Sexo e Judaísmo — Parte XIV
O que permanece: presença, finitude e a santidade do inacabado Se acompanhamos o caminho até aqui, algo já deve ter se tornado claro: o judaísmo nunca prometeu resolver o problema do desejo. Nem através da Lei, nem através do amor, nem através do misticismo. Cada etapa introduziu não uma solução, mas uma profundidade maior do problema. A criação não terminou. O Sinai não terminou. O casamento não termina na Chuppah. O Shabbat não permanece para sempre. Até o Tikkun não é conc

Reginaldo Eugenio Ramos Teodoro
30 de abr.2 min de leitura


Sexo e Judaísmo — Parte XIII
Tikkun: o amor não salva o mundo — ele o repara lentamente Depois da quebra, a pergunta inevitável surge: o que resta fazer? Se o desejo não produz fusão, se a Lei introduz distância, se até os recipientes da criação se partiram (Shevirat haKelim), então poderíamos concluir que toda tentativa de vínculo está condenada desde o início. No entanto, o pensamento judaico recusa essa conclusão. Ele não responde com otimismo, mas com uma ideia mais exigente: Tikkun. Tikkun não signi

Reginaldo Eugenio Ramos Teodoro
28 de abr.3 min de leitura


Sexo e Judaísmo — Parte XII
Shevirat haKelim: por que algo precisa quebrar para que o amor exista Depois do Sinai, poderíamos esperar estabilidade. A revelação aconteceu, a Lei foi dada, os limites foram estabelecidos. Seria lógico imaginar que, finalmente, a relação entre humano e divino — e por extensão entre pessoas — tivesse encontrado equilíbrio. Mas a tradição judaica segue um caminho mais inquietante: ela introduz a ideia de quebra. Na mística da Kabbalah, especialmente na tradição lurianica asso

Reginaldo Eugenio Ramos Teodoro
24 de abr.2 min de leitura
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