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Parashat Emor com o Rabino Jacques Cukierkorn
Nesta semana lemos a Parashá Emor e, pelo que gosto de chamar de uma “coincidência divina”, ela costuma cair perto do dia 1º de maio, conhecido como o Dia Internacional do Trabalho. À primeira vista, a porção da Torá e o Dia do Trabalho parecem uma combinação estranha. Uma fala de sacerdotes e santidade; a outra de trabalho e direitos. Mas a Torá está sempre à frente do seu tempo. Ela nos ensina: “Seis dias trabalharás, mas o sétimo é um Shabat de descanso completo.” O trabal

Rabino Jacques Cukierkorn
1 de mai.1 min de leitura


Sexo e Judaísmo — Parte XIV
O que permanece: presença, finitude e a santidade do inacabado Se acompanhamos o caminho até aqui, algo já deve ter se tornado claro: o judaísmo nunca prometeu resolver o problema do desejo. Nem através da Lei, nem através do amor, nem através do misticismo. Cada etapa introduziu não uma solução, mas uma profundidade maior do problema. A criação não terminou. O Sinai não terminou. O casamento não termina na Chuppah. O Shabbat não permanece para sempre. Até o Tikkun não é conc

Reginaldo Eugenio Ramos Teodoro
30 de abr.2 min de leitura


Sexo e Judaísmo — Parte XIII
Tikkun: o amor não salva o mundo — ele o repara lentamente Depois da quebra, a pergunta inevitável surge: o que resta fazer? Se o desejo não produz fusão, se a Lei introduz distância, se até os recipientes da criação se partiram (Shevirat haKelim), então poderíamos concluir que toda tentativa de vínculo está condenada desde o início. No entanto, o pensamento judaico recusa essa conclusão. Ele não responde com otimismo, mas com uma ideia mais exigente: Tikkun. Tikkun não signi

Reginaldo Eugenio Ramos Teodoro
28 de abr.3 min de leitura


Sexo e Judaísmo — Parte XII
Shevirat haKelim: por que algo precisa quebrar para que o amor exista Depois do Sinai, poderíamos esperar estabilidade. A revelação aconteceu, a Lei foi dada, os limites foram estabelecidos. Seria lógico imaginar que, finalmente, a relação entre humano e divino — e por extensão entre pessoas — tivesse encontrado equilíbrio. Mas a tradição judaica segue um caminho mais inquietante: ela introduz a ideia de quebra. Na mística da Kabbalah, especialmente na tradição lurianica asso

Reginaldo Eugenio Ramos Teodoro
24 de abr.2 min de leitura


Parashat Achrei Mot-Kedoshim com Rabino Jacques Cukierkorn
Shabat Shalom. Nesta semana lemos a dupla parashá Acharei Mot–Kedoshim, que, à primeira vista, parece uma combinação curiosa. Passamos das consequências de uma tragédia—Acharei Mot, “depois da morte”—para um dos chamados mais elevados de toda a Torá: “Kedoshim tihyu”—sejam santos. É quase abrupto. Em um momento estamos lidando com perda, confusão e limites… e no seguinte somos chamados a nos elevar. Mas talvez esse seja exatamente o ponto. Porque se há algo que a história jud

Rabino Jacques Cukierkorn
23 de abr.3 min de leitura


Dimensões e Campos da Kedusha
Há porções da Torá que organizam a vida. Há outras que a confrontam. E há aquelas que, silenciosamente, revelam a própria arquitetura da existência. Kedushim pertence a este último tipo. É conhecida por conter o maior número de mitzvot concentradas em uma única parashá — 13 mandamentos positivos e 38 proibitivos — mas reduzir sua importância a uma contagem é perder o essencial. Kedushim ocupa o centro de Vayikra, e isso não é apenas geográfico. É estrutural. É como se o texto

Charton Baggio Scheneider
22 de abr.7 min de leitura
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