top of page
Buscar


Sexo e Judaísmo — Parte VI
Havdalah: desejo, separação e a arte judaica de recomeçar Se o Shabbat ensina que o encontro precisa de pausa, a Havdalah ensina algo ainda mais difícil: todo encontro verdadeiro termina. E precisa terminar. No fim do Shabbat, quando a chama trançada é acesa e o vinho transborda do cálice, o judaísmo não celebra apenas a passagem do tempo. Ele encena uma ideia profundamente contraintuitiva para a experiência moderna do desejo: a continuidade do vínculo depende da capacidade d

Reginaldo Eugenio Ramos Teodoro
3 de abr.3 min de leitura


Contagem do Ômer: o caminho entre libertação e transformação
Logo após Pessach, começa um dos períodos mais ricos — e muitas vezes menos compreendidos — da tradição judaica: a Contagem do Ômer ( Sefirat HaOmer ). Durante 49 dias, até Shavuot, o povo de Israel entra em um processo que não é apenas cronológico, mas profundamente espiritual. A base está na própria Torá: “Contareis para vós… sete semanas completas” (Vayikrá/Levítico 23:15). Mas o que parece uma simples contagem de dias esconde uma estrutura muito mais profunda. Não é apen

Charton Baggio Scheneider
3 de abr.3 min de leitura


Chag HaMatzot: quando simplicidade vira transformação
Quando se fala em Pessach, a imagem mais comum é a saída do Egito, os milagres, a travessia do mar. Mas existe um nome dentro da própria Torá que muda completamente a forma de enxergar essa festa: Chag HaMatzot , a Festa dos Pães Ázimos. E aqui começa algo interessante. Enquanto “Pessach” aponta para a ação divina , para aquilo que Deus fez ao libertar o povo, “Chag HaMatzot” aponta para o que o ser humano faz em resposta. Não é só sobre redenção recebida, é sobre redenção s

Charton Baggio Scheneider
2 de abr.2 min de leitura


Chazarah HaDerech, Regressando ao Caminho
Regressar implica reconhecer afastamento. Retornar exige consciência, decisão e coragem. Em Chazarah HaDerech, Regressando ao Caminho , Gamliel ben Ytzchak ( Charton Baggio Scheneider ) apresenta uma obra extensa e densa, porém de leitura clara e prazerosa, cujo propósito ultrapassa a simples instrução normativa. Trata-se de um convite à reflexão profunda sobre identidade, compromisso e realinhamento espiritual dentro do Judaísmo. Desde as primeiras páginas, percebe-se que

David Lisboa
2 de abr.2 min de leitura


Escravos negros nunca souberam da existência de escravos judeus e de Pessach, graças a Slave Bible
Existe uma ação da Igreja Anglicana (Império Britânico) que ficou quase um século esquecida. No final do século 18 foi criada um versão da Bíblia católica a ser utilizada institucionalmente para a conversão de escravizados negros africanos e também para lhes ensinar a leitura. Ficou conhecida como Slave Bible, Bíblia dos Escravos, publicada pouco depois, em 1807, em inglês. O título completo era: “Partes da Bíblia Sagrada selecionadas para uso do escravos negros nas Índias Oc

José Roitberg
1 de abr.3 min de leitura


Sexo e Judaísmo — Parte V
Shabbat e o tempo do desejo: quando parar é o verdadeiro encontro Talvez o maior equívoco moderno sobre o desejo seja imaginar que ele precisa sempre de intensidade. Mais proximidade, mais estímulo, mais presença, mais resposta imediata. Como se o vínculo sobrevivesse pela continuidade sem interrupção. A tradição judaica segue outra direção. Ela introduz, no coração da vida, uma pausa obrigatória: o Shabbat. O Shabbat não é apenas descanso físico. É uma reorganização do tempo

Reginaldo Eugenio Ramos Teodoro
31 de mar.2 min de leitura
bottom of page
