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Comentário da Parashat Bamidbar
Cebolas? A história do livro de Bamidbar começa num lugar muito difícil: o deserto. Depois de todas as regras que lemos antes, Deus leva o povo para o meio do nada. Mas por quê? Pense no deserto como um tempo de limpeza. O povo tinha acabado de sair do Egito, onde eram escravos. É fácil tirar uma pessoa de uma situação ruim, mas é muito difícil tirar a "situação ruim" de dentro da cabeça dela. É como alguém que consegue sair de uma seita ou de uma religião que controlav

Reginaldo Eugenio Ramos Teodoro
14 de mai.4 min de leitura


Será que a ciência confirma a Torá?
Vejamos se conseguimos responder esta questão, através da análise das escrituras e dos eventos naturais observados pela prisma da ciência. O Eterno teria mandado um asteroide para destruir Sodoma e Gomorra? Vejamos o que nos diz a Torá, na porção (parashá) chamada de Vaierá (“Apareceu-lhe”) que encontra-se Bereshit/Gênesis 18:1 – 22:23. Em Bereshit/Gênesis 18:20-33 lê-se: “Disse mais o Eterno: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecad

Charton Baggio Scheneider
13 de mai.10 min de leitura


Sexo e Judaísmo — Parte XVII (Conclusão)
O outro não é resposta: é chamado Depois de tudo — criação, aliança, Chuppah, limite, quebra, Tikkun, tempo, separação — resta uma percepção silenciosa: o judaísmo nunca tentou explicar o sexo. Ele tentou educar o encontro. A modernidade pergunta: “Como ser feliz no amor?” A tradição judaica pergunta algo mais difícil: “Quem você se torna quando alguém confia o próprio corpo à sua presença?” Essa mudança é decisiva. O centro deixa de ser o prazer, a compatibilidade ou mesmo o

Reginaldo Eugenio Ramos Teodoro
11 de mai.2 min de leitura


Parashat Behar com o Rabino Jacques Cukierkorn
Esta semana, a parashá *Behar* se abre no Monte Sinai com um lembrete marcante: “E falou o Eterno a Moisés no Monte Sinai…” (Levítico 25:1) Rashi pergunta: por que enfatizar o Monte Sinai aqui? Acaso não foram todos os mandamentos dados no Sinai? Sua resposta é que, assim como as leis do ano sabático foram dadas com todos os seus detalhes no Sinai, assim também foram todas as mitzvot. Mas talvez haja algo mais profundo. Porque o que vem a seguir não é apenas mais uma lei ritu

Rabino Jacques Cukierkorn
8 de mai.4 min de leitura


Sexo e Judaísmo — Parte XVI
Depois da última palavra: silêncio, responsabilidade e o começo que retorna Talvez o maior equívoco seja imaginar que uma tradição milenar termina ensinando algo conclusivo sobre o sexo. Como se, ao final do caminho, encontrássemos uma fórmula capaz de resolver o enigma do encontro humano. O judaísmo nunca ofereceu isso. E talvez sua honestidade mais radical esteja justamente aí. A Torah termina — e imediatamente recomeça. Ao concluir a leitura anual, não se fecha o livro; vo

Reginaldo Eugenio Ramos Teodoro
7 de mai.2 min de leitura


Sexo e Judaísmo — Parte XV
O último ensinamento: por que o vínculo verdadeiro nunca termina pronto Chegamos perto do fim — mas o judaísmo sempre desconfia dos fins. Encerramentos absolutos pertencem mais à necessidade humana de tranquilidade do que à estrutura da existência. Ao longo desta série, o desejo deixou de aparecer como impulso, depois como sentimento, depois como intenção, depois como lei, depois como quebra, depois como reparação. Em nenhum momento ele foi estabilizado definitivamente. Isso

Reginaldo Eugenio Ramos Teodoro
4 de mai.2 min de leitura
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