Comentário da Parashat Shemini com o Rabino Jacques Cukierkorn
- Rabino Jacques Cukierkorn

- há 4 dias
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Shemini, o Oitavo Dia e o Poder de Estar Presente
Um rabino perguntou a um frequentador da sinagoga:
“Por que você vem à sinagoga?”
O homem pensou por um momento e respondeu:
“Sinceramente? Eu venho pelas pessoas.”
O rabino sorriu e perguntou:
“E Deus?”
O homem deu de ombros:
“Se Deus quiser me encontrar… Deus sabe onde eu estou.”
É uma resposta engraçada—mas também profundamente judaica. Porque, na nossa tradição, muitas vezes encontramos Deus não apenas no céu, mas aqui mesmo—entre as pessoas, na comunidade, na experiência de estarmos presentes uns para os outros.
A parashá desta semana, Shemini, significa “oitavo”. Ela descreve o oitavo dia da inauguração do Mishkan. Após sete dias de preparação, finalmente, no oitavo dia, a presença divina aparece diante do povo.
É um momento de ápice espiritual. Mas logo em seguida vem a tragédia de Nadav e Avihu.
O número sete representa a natureza; o oito representa aquilo que vai além—o sagrado que criamos juntos.
Agora, no fim de Pessach, vivemos nosso próprio “oitavo dia”. A liberdade não é o fim, mas o começo da responsabilidade.
O Talmud ensina: Kol Yisrael arevim zeh bazeh—todos somos responsáveis uns pelos outros.
Comunidade não é concordar sempre—é estar presente.
Aaron responde com silêncio—Vayidom Aharon—e a comunidade permanece ao seu lado.
Deus diz: “Habitarei entre eles”—não no edifício, mas nas relações humanas.
Lições:
A presença é essencial
A comunidade sustenta
A liberdade gera responsabilidade
Estar presente já é sagrado
Talvez aquele frequentador estivesse certo.
Nós viemos pelas pessoas…
E, no caminho, encontramos Deus.
Shabat Shalom.




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