top of page

Será que a ciência confirma a Torá?

Vejamos se conseguimos responder esta questão, através da análise das escrituras e dos eventos naturais observados pela prisma da ciência. O Eterno teria mandado um asteroide para destruir Sodoma e Gomorra? Vejamos o que nos diz a Torá, na porção (parashá) chamada de Vaierá (“Apareceu-lhe”) que encontra-se Bereshit/Gênesis 18:1 – 22:23.

Em Bereshit/Gênesis 18:20-33 lê-se:

“Disse mais o Eterno: Porquanto o clamor de Sodoma e Gomorra se tem multiplicado, e porquanto o seu pecado se tem agravado muito, descerei agora, e verei se com efeito têm praticado segundo o seu clamor, que é vindo até mim; e se não, sabê-lo-ei. Então viraram aqueles homens os rostos dali, e foram-se para Sodoma; mas Avraham ficou ainda em pé diante da face do Eterno. E chegou-se Avraham, dizendo: Destruirás também o justo com o ímpio? Se porventura houver cinquenta justos na cidade, destruirás também, e não pouparás o lugar por causa dos cinquenta justos que estão dentro dela? Longe de ti que faças tal coisa, que mates o justo com o ímpio; que o justo seja como o ímpio, longe de ti. Não faria justiça o Juiz de toda a terra? Então disse o Eterno: Se eu em Sodoma achar cinquenta justos dentro da cidade, pouparei a todo o lugar por amor deles. E respondeu Avraham dizendo: Eis que agora me atrevi a falar ao Eterno, ainda que sou pó e cinza. Se porventura de cinquenta justos faltarem cinco, destruirás por aqueles cinco toda a cidade? E disse: Não a destruirei, se eu achar ali quarenta e cinco. E continuou ainda a falar-lhe, e disse: Se porventura se acharem ali quarenta? E disse: Não o farei por amor dos quarenta. Disse mais: Ora, não se ire o Eterno, se eu ainda falar: Se porventura se acharem ali trinta? E disse: Não o farei se achar ali trinta. E disse: Eis que agora me atrevi a falar ao Eterno: Se porventura se acharem ali vinte? E disse: Não a destruirei por amor dos vinte. Disse mais: Ora, não se ire o Eterno, que ainda só mais esta vez falo: Se porventura se acharem ali dez? E disse: Não a destruirei por amor dos dez. E retirou-se o Eterno, quando acabou de falar a Avraham; e Avraham tornou-se ao seu lugar.”

Porém, nem esses dez justos havia. Assim, dois anjos foram até Sodoma para tirar Lot e sua família. Mas foram percebidos pela população da cidade que rodeou a casa de Lot e exigiram com violência que os dois lhes fossem entregues para poderem abusar deles. O relato prossegue (Bereshit/Gênesis 19:9-16), onde lemos:

“Eles, porém, disseram: Sai daí. Disseram mais: Como estrangeiro este indivíduo veio aqui habitar, e quereria ser juiz em tudo? Agora te faremos mais mal a ti do que a eles. E arremessaram-se sobre o homem, sobre Ló, e aproximaram-se para arrombar a porta. Aqueles homens porém estenderam as suas mãos e fizeram entrar a Ló consigo na casa, e fecharam a porta; E feriram de cegueira os homens que estavam à porta da casa, desde o menor até ao maior, de maneira que se cansaram para achar a porta. Então disseram aqueles homens a Ló: Tens alguém mais aqui? Teu genro, e teus filhos, e tuas filhas, e todos quantos tens nesta cidade, tira-os fora deste lugar; Porque nós vamos destruir este lugar, porque o seu clamor tem aumentado diante da face do Eterno, e o Eterno nos enviou a destruí-lo. Então saiu Ló, e falou a seus genros, aos que haviam de tomar as suas filhas, e disse: Levantai-vos, saí deste lugar, porque o Eterno há de destruir a cidade. Foi tido porém por zombador aos olhos de seus genros. E ao amanhecer os anjos apertaram com Ló, dizendo: Levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas que aqui estão, para que não pereças na injustiça desta cidade. Ele, porém, demorava-se, e aqueles homens lhe pegaram pela mão, e pela mão de sua mulher e de suas duas filhas, sendo-lhe o Eterno misericordioso, e tiraram-no, e puseram-no fora da cidade.

Lot não quis fugir para o monte – onde estava Avraham –, e rogou ao Eterno que Ele o deixasse fugir para  a cidade que acabou por ser chamada de Tsôar e nela se refugiar com os seus, o que o Eterno lhe concedeu. Bereshit/Gênesis 19:24-29, prossegue dizendo:

“Então o Eterno fez chover enxofre e fogo, do Eterno desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra; E destruiu aquelas cidades e toda aquela campina, e todos os moradores daquelas cidades, e o que nascia da terra. E a mulher de Ló olhou para trás e ficou convertida numa estátua de sal. E Avraham levantou-se aquela mesma manhã, de madrugada, e foi para aquele lugar onde estivera diante da face do Eterno; E olhou para Sodoma e Gomorra e para toda a terra da campina; e viu, que a fumaça da terra subia, como a de uma fornalha. E aconteceu que, destruindo Elohim as cidades da campina, lembrou-se Elohim de Avraham, e tirou a Ló do meio da destruição, derrubando aquelas cidades em que Ló habitara.”

Dois cientistas britânicos Alan Bond, diretor da empresa de propulsão espacial Reaction Engines, e Mark Hempsell, especialista em astronáutica da Universidade de Bristol, decifraram as inscrições cuneiformes de um bloco de argila (Planisfério Sumério) datado de 700 AEC, e levantaram uma tese que tem verossimilhança dentro desta Parashá, nos fornecendo valiosos elementos para a reflexão.


O chamado planisfério sumério é uma tabuleta de argila associada ao acervo do British Museum, catalogada como K8538. Apesar do nome pelo qual ficou conhecido, ele não pertence propriamente ao período sumério clássico, mas sim ao contexto neoassírio, por volta de 700 AEC. Ainda assim, carrega a herança direta da tradição astronômica desenvolvida ao longo de séculos na Mesopotâmia, onde diferentes povos contribuíram para a construção de um conhecimento sistemático sobre o céu.


Fisicamente, trata-se de uma tabuleta circular com inscrições em escrita cuneiforme. Esse formato não é casual. A disposição em disco sugere uma tentativa deliberada de organizar o espaço celeste de maneira visual e estruturada, algo coerente com a forma como os antigos mesopotâmios observavam e registravam os movimentos dos astros. O céu, para eles, não era apenas um pano de fundo, mas um sistema ordenado que podia ser lido, interpretado e até antecipado.


O conteúdo preservado, embora fragmentado, revela elementos típicos da astronomia mesopotâmica. Há referências a constelações, divisões do céu, direções cardeais e possíveis registros de movimentos de corpos celestes. Esses dados indicam que a tabuleta não era decorativa nem simbólica no sentido simples, mas funcional. Ela provavelmente servia como instrumento de consulta ou registro técnico, utilizado por escribas ou sacerdotes especializados.


Esse tipo de material se conecta diretamente com tradições mais amplas, como a compilação conhecida como Mul.Apin, que reúne listas de estrelas, calendários e instruções para observação astronômica. Dentro desse contexto, o planisfério aparece como parte de um sistema maior de conhecimento, no qual astronomia, calendário agrícola e práticas divinatórias estavam profundamente interligados.


Existe, no entanto, uma interpretação alternativa que ganhou certa popularidade fora do meio acadêmico. Alguns autores sugeriram que o texto registraria um evento catastrófico, como a passagem de um grande objeto celeste próximo à Terra. Pesquisadores como Alan Bond e Mark Hempsell defenderam essa hipótese, tentando correlacionar o conteúdo da tabuleta com um possível impacto ocorrido milhares de anos antes de sua escrita.


Essa leitura, embora interessante, enfrenta resistência significativa entre especialistas. O principal problema está na natureza fragmentada do texto e nas escolhas interpretativas necessárias para sustentar essa hipótese. Muitas dessas leituras exigem extrapolações linguísticas e contextuais que não encontram apoio consistente no restante da literatura astronômica mesopotâmica.


Quando inserido em seu contexto histórico mais amplo, o planisfério se mostra menos como um enigma e mais como um testemunho do alto nível de sofisticação intelectual alcançado na antiga Mesopotâmia. Povos como sumérios, acadianos, babilônios e assírios desenvolveram métodos rigorosos de observação e registro do céu, influenciando diretamente tradições posteriores, inclusive a astronomia grega.


No fim das contas, o chamado planisfério sumério deve ser entendido como um documento técnico, parte de uma tradição que buscava compreender o cosmos de forma estruturada e previsível. Ele revela não apenas o interesse desses povos pelos astros, mas também a tentativa consistente de transformar observação em conhecimento organizado.


Bond e Hempsell concluíram se tratar do testemunho lavrado por um astrônomo sumério descrevendo a passagem de um asteroide cujas características se assemelham à chuva de fogo que arrasou as cidades de Sodoma e Gomorra.


Este estudo teve ampla circulação pela imprensa mundial como a BBC Brasil, os jornais Times de Londres, La Stampa de Turim, e no The Australian. Acabando por se tornar um objeto de crítica e análise. Os especialistas reuniram os dados e suas conclusões no livro “A Sumerian Observation of the Kofels Impact”, publicado em Londres.


Através de toda a Bíblia, vemos o Eterno agindo por meio de causas segundarias. Quer dizer, por meio de seres criados, elementos da natureza, homens ou anjos.


No caso de Sodoma e Gomorra, Elohim se valeu do fogo (Bereshit/Gênesis 19:24):

“fez chover enxofre e fogo” .

A dedução de Bond e Hempsell explicaria a “causa segundaria” empregada por Elohim para gerar a formidável massa de fogo capaz de provocar a “grande fornalha” que “destruiu essas cidades e toda a planície, assim como todos os habitantes das cidades e a vegetação do solo”: um asteroide que causou profunda impressão nos astrônomos caldeus que o viram passar.

Ilustração 1: Planisfério Sumério
Ilustração 1: Planisfério Sumério
Ilustração 2: Esquema computadorizado do mapa celestial no dia em que o asteroide caiu na terra.
Ilustração 2: Esquema computadorizado do mapa celestial no dia em que o asteroide caiu na terra.
Ilustração 3: Visão leste ao longo da parede sul da cidade destruídas de Sodoma (Bad EDH-Dhra) do sudeste do Mar Morto, na Jordânia moderna.
Ilustração 3: Visão leste ao longo da parede sul da cidade destruídas de Sodoma (Bad EDH-Dhra) do sudeste do Mar Morto, na Jordânia moderna.

O local estimado das ruínas de Sodoma e Gomorra fica nas vizinhanças do Mar Morto, nos sítios arqueológicos de Bad EDH-Dhra e Numeira.


Sodoma, que significa “queima, a parede”, e Gomorra, que significa “submersão”, foram duas das cinco cidades da planície de Sidim, que foram destruídas pelo fogo. O Vale de Sidim, que significa “Vale das grandes planícies” é relatado em Bereshit/Gênesis 14:3, 8 e 10:

“Todos estes se ajuntaram no vale de Sidim (que é o Mar Salgado). (…) Então saiu o rei de Sodoma, e o rei de Gomorra, e o rei de Admá, e o rei de Zeboim, e o rei de Belá (esta é Tsôar), e ordenaram batalha contra eles no vale de Sidim (…) E o vale de Sidim estava cheio de poços de betume; e fugiram os reis de Sodoma e de Gomorra, e caíram ali; e os restantes fugiram para um monte.”

Aqui Kedarlaómer e os reis confederados derrubou os reis de Sodoma e as cidades da planície. HaShem posteriormente, em razão de sua maldade, subverteu aquelas cidades e toda a planície, e todos os moradores das cidades, e da fumaça de sua destruição "subia, como a de uma fornalha" (19:24-28 ), e foi visível a partir Manre, onde habitava Avraham.

Ambos os locais foram destruídos ao mesmo tempo por um enorme incêndio. Os restos da destruição é de cerca de três metros de espessura. Assim, fica a pergunta: O que provocou essa terrível calamidade? As surpreendentes descobertas nas ruínas revelou a causa.


Os arqueólogos descobriram que os edifícios que soterraram os mortos foram queimados por um incêndio que começou no telhado. Assim, levanta-se a questão: O que faria com que todas as estruturas das ruínas fossem destruídas dessa forma? A resposta para o mistério é encontrado em Bereshit/Gênesis 19:24, que diz:

“Então o Eterno fez chover enxofre e fogo, do Eterno desde os céus, sobre Sodoma e Gomorra.”
Ilustração 4: Foto da área de impacto em Felderkogel – Alpes Austríacos
Ilustração 4: Foto da área de impacto em Felderkogel – Alpes Austríacos

A única explicação concebível para esta descoberta única nos anais da arqueologia é que a queima das ruínas caíram sobre os edifícios a partir do céu. Mas como poderia acontecer tal coisa? Para responder a esta pergunta vejamos o que a ciência nos revela.


A tabuleta de argila descoberta nas ruínas de Nínive por Sir Henry Layard em meados do século XIX., e hoje esta exposta no British Museum, é conhecida como “Planisfério” (veja foto da Ilustração nº 1 e 2), que contém anotações de um astrônomo milhares de anos atrás. Bond e Hempsell usaram a tecnologia computadorizada para simulação da trajetória de objetos celestes. Assim reconstruíram o céu observado por esse astrônomo há milhares de anos. Os cálculos apontaram que o evento descrito aconteceu na noite do dia 29 de junho de 3.123 AEC, de acordo com o calendário juliano.


Os pesquisadores interpretam que a metade do "Planisfério" informa a posição dos planetas e das nuvens. A outra metade descreve a trajetória de um asteroide de mais de um quilômetro de diâmetro.  Mark Hempsell diz que, pelo tamanho e rota do objeto, pode se tratar do asteroide que caiu na região de Köfels, nos Alpes austríacos. O meteorito não deixou cratera, pois provocou enorme desabamento no morro contra o qual bateu. O asteroide teria voado próximo ao chão, e as ondas supersônicas que produziu impactaram a Terra com força cataclísmica.

Ilustração 5: Esquema da visão horizontal da trajetória do asteróide
Ilustração 5: Esquema da visão horizontal da trajetória do asteróide
Ilustração 6: Esquema da visão aérea da tragetória do asteróide
Ilustração 6: Esquema da visão aérea da tragetória do asteróide

O asteroide teria gerado uma bola de fogo (constituída de até dois terços do asteroide) com temperaturas de até 400°C (725F) e teria devastado por volta de 1 milhão de quilômetros quadrados. Esta bola de fogo foi lançada para trás na mesma rota matando qualquer um em seu caminho. O seu impacto teria sido equivalente a mais de 1.000 toneladas de TNT (dinamite) – 100 vezes mais potente que a maior bomba atômica.


A nuvem de fumaça causada pela explosão do asteroide teria atingido o Sinai, algumas regiões do Oriente Médio e o norte do Egito. Em Köfels, há traços de um impacto cósmico que provocou o desabamento numa área de 5 quilômetros de largura. Nenhuma forma de vida deve ter sobrevivido em tal vez centenas de quilômetros em volta. Houve realmente uma chuva de “enxofre e fogo” caindo do céu! (Veja ilustração nº 4)


Para Hempsell e Bond a trajetória do asteroide descrita na tabuleta leva a achar que no seu percurso, o asteroide causou pavorosas destruições numa longa faixa (veja ilustração nº 6). Esta colisão, produziu uma imensa nuvem de escombros incandescentes com centenas de km no céu e se estendeu por cerca de 900 km. Sodoma e Gomorra estavam nessa faixa e teriam sido destruídas pela chuva de “enxofre e fogo, do Etero desde os céus, sobre sodoma e Gomorra” bem como pela onda de impacto provocada pelo asteroide. Assim, vemos que o juizo de Elohim já havia sido proferido, e que o extermínio destas duas cidades era eminente e não tardaria um minuto a mais, por esta razão lê-se que o Anjo toma a frente para tirar Lot da cidade, sem demora para que este não perecesse junto com o povo dela.


Bereshit/Gênesis 19:15-17:

“E ao amanhecer os anjos apertaram com Ló, dizendo: Levanta-te, toma tua mulher e tuas duas filhas que aqui estão, para que não pereças na injustiça desta cidade. Ele, porém, demorava-se, e aqueles homens lhe pegaram pela mão, e pela mão de sua mulher e de suas duas filhas, sendo-lhe o Eterno misericordioso, e tiraram-no, e puseram-no fora da cidade. E aconteceu que, tirando-os fora, disse: Escapa-te por tua vida; não olhes para trás de ti, e não pares em toda esta campina; escapa lá para o monte, para que não pereças.”
Ilustração 7: Lot e suas filhas fugindo de Sodoma
Ilustração 7: Lot e suas filhas fugindo de Sodoma

Comentários


© 2026 - Brit Brachá Brasil 

Integrando Judeus e Não judeus de Norte a Sul do País

Filiada ao Movimento Judaico Reformista Internacional

Brit Braja Worldwide Jewish Outreach - BBWJO

BRIT BRACHA BRASIL
CNPJ: 19.121.806/0001-66

  • Youtube
  • Instagram
  • Facebook
bottom of page