A Festa de Pessach

 

Moisés disse ao povo: “Conservareis a memória deste dia, em que saístes do Egito, da casa da servidão, porque foi pelo poder de sua mão que o Senhor vos fez sair deste lugar; não comereis pão fermentado." Êxodo 13, 3

 

Um breve histórico

 

Estamos a poucos dias de mais um momento de suma importância para a comunidade judaica. A partir do dia 22, judeus do mundo todo estarão em plena festa, a seguir nos próximos oito dias, em memória da libertação do povo Hebreu do Egito, estaremos celebrando Pessach, a páscoa judaica.

 

Segundo conta a tradição, o primeiro Pessach foi celebrado há 3500 anos. Nesta época, o povo hebreu ainda padecia no Egito, sofrendo dura escravidão. Foi então que, antes da última praga, O Eterno ordenou a Moisés que instruísse cada família hebreia a sacrificar um cordeiro e molhar o batente das portas com o sangue do animal, a fim de livrar seus primogênitos.

 

Chegando a noite, o povo alimentou-se da carne do cordeiro imolado, junto com pães ázimos, como ordenado, e ervas amargas. Deus por sua vez, mandou o anjo que viria para exterminar desde os primogênitos dos animais até os filhos dos que não haviam acatado a ordem de Moisés, inclusive do Faraó.

 

O Senhor disse a Moisés: “Mandarei ainda uma outra praga sobre o Faraó e sobre o Egito e, em consequência dela, vos deixará partir daqui. Quando vos deixar partir, será definitivamente, será mesmo expulsando-vos daqui." Êxodo 11,1. E ainda, "e morrerá todo primogênito na terra do Egito, desde o primogênito do Faraó, que deveria assentar-se no seu trono, até o primogênito do escravo que faz girar a mó, assim como todo primogênito dos animais." Êxodo 11,5.

 

Os momentos do Pessach

 

Embora muito antiga, a festa de Pessach nem sempre aconteceu da mesma forma. É importante frisarmos cada momento da história e de que forma o Pessach vem sendo celebrado pelo povo judeu.

 

Primeiramente, então, devemos nos recordar das primeiras celebrações de Pessach. Todas as determinações estão no livro de Êxodo, no capitulo 12, e cita, por exemplo, o tipo de cordeiro, a perfeição e o modo como deve ser imolado, 12, 5-7; como deve ser feita a ceia de Pessach 12,8-11; a duração e a perpetuidade da celebração 12,14; a proibição do fermento 12, 17-19; e a ordem de instrução para as próximas gerações e a observância perpétua das ordens, 12,24-28.

 

Um detalhe sobre a primeira celebração de Pessach, segundo a enciclopédia judaica, é o fato de comerem preparados para a viagem, como dito em êxodo, com os rins cingidos, sapatos nos pés, cajado na mão e a refeição feita "às pressas", pelo fato de que seriam rapidamente libertos, ou então, expulsos pelo faraó e deveriam estar preparados.

 

Um pouco mais adiante, já na época do Segundo Templo de Jerusalém (+-539 a.C - 70 d.C), algumas coisas já haviam mudado. Pessach era, nessa época, uma festa de grande peregrinação ao templo, onde seriam imolados os cordeiros. Então, a partir de 30 dias antes da festa, eram reformadas as estradas de Jerusalém e feitas várias melhorias para receber um número de quase 3 milhões de peregrinos.

 

Em 14 de Nissan, pela manhã, os alimentos fermentados eram eliminados, os sacerdotes começavam a se preparar. A partir do meio dia, o trabalho era interrompido e, a partir das 15 horas, eram iniciados os sacrifícios.

 

Devido ao grande número de peregrinos e ao prazo de tempo para o sacrifício, os peregrinos que deveriam ir ao templo para o sacrifício eram divididos em grandes grupos e revezavam-se no serviço. Sendo assim, a cada grupo, os sacerdotes fechavam os portões do templo, entoavam o halel e o repetiam até que se concluísse todo o procedimento, então tocavam o shofar três vezes ao final da cerimônia.

 

Ao final de três grupos, o local onde eram realizados os sacrifícios era lavado para que os demais viessem sacrificar. Após o sacrifício, cada família levava seu cordeiro para casa, assava-o e fazia uma noite de ceia festiva.

 

Após a queda do Segundo Templo as coisas mudaram mais uma vez. Sem o templo para realizar o sacrifício do cordeiro, essa cerimônia torna-se então inviável. A ceia de Pessach passa então a ser um grande memorial da libertação do povo hebreu.

 

É feito então um jantar cerimonial, com vinho, pães ázimos e ervas amargas. O Sêder de Pessach, tem por finalidade, contar a história da libertação do povo hebreu e recitar canções judaicas.

 

Vale lembrar que Pessach é a festa central do judaísmo, a mais importante. Como dito mais acima, e como citado direto da Torah, o mandamento de Pessach é perpétuo, deve ser passado de geração em geração até o fim dos tempos.

 

A cada geração, cada judeu deve se ver como se ele pessoalmente tivesse saído do Egito. Pois está escrito: "Conservareis a memória daquele dia, celebrando-o com uma festa em honra do Senhor: fareis isso de geração em geração, pois é uma instituição perpétua."

 

 

Bibliografia:

Enciclopédia judaica online

Dicionário internacional de teologia do Antigo Testamento, pág. 1.223. Editora Vida Nova. Edição: 1998. ISBN: 978-85-275-0188-0.

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