Connections Rio 2015 da WUPJ

18/05/2015

Nosso Presidente, Sr. Charton Baggio Scheneider e o Diretor Cultural Paulo Roberto Spindola estiveram participando do Connections Rio 2015, congresso promovido pela World Union for Progressive Judaism – WUPJ e do qual a ARI foi a comunidade anfitriã, que ocorreu no Rio de Janeiro, entre os dias 12 e 17 de maio. Foi a primeira vez que um evento deste porte ocorreu na América Latina.

Foram quatro eventos em paralelo em seis dias de atividades intensas, com palestras de altíssimo nível, diversas atividades muito motivadoras, gerando uma oportunidade única para a troca de ideias e para fazer novos amigos. 

Mais de 300 pessoas, de 22 países e 91 cidades diferentes. Dentre eles mais de 80 rabinos, 40 chazanim e shlichei tzibur, professores e madrichim, líderes comunitários e ativistas, todos profundamente comprometidos com o judaísmo e cheios de energia para levar para suas comunidades o conhecimento e o alto astral vivenciados neste período.

Na quarta feira à noite, 13 de maio, houve a cerimônia de abertura da conferência principal, no Grande Templo, local escolhido por sua ligação com a história da comunidade judaica do Rio, e que impressionou a todos com sua beleza e grandiosidade.


A noite foi pontuada pelo canto de Neshama Carlebach e Josh Nelson, ela, filha do famoso rabino e compositor Shlomo Carlebach, ele, um dos chazanim e cantores de música judaica mais apreciados nos Estados Unidos.

Na quinta-feira, já no congresso propriamente dito, no Hotel Sofitel, o shacharit foi conduzido pelo rabino israelense Nir Diskin, com a participação de pessoas de diversos países conectados à mesma liturgia, aprendendo novas melodias e fazendo com que todos nos sentíssemos parte da mesma família. 

Após o Hatikva, a palestra plenária foi proferida pelo reitor do HUC, Aaron Panken que, a partir do tema “Sete Continentes, Cinco Oceanos, Três Princípios, Um Movimento: Imaginando o Futuro Global do Judaísmo Progressista” comentou, baseado em trechos da Torá e do Talmud, sobre os dilemas que preocupam, mas ao mesmo tempo estimulam, os pensadores do judaísmo reformista.

Sucederam-se palestras e painéis sobre temas os mais diversos, como antissemitismo, conversão, diversidade interreligiosa, adaptação das relações às redes sociais, além de um debate sobre o efeito desejado/gerado por nossa música litúrgica, trazendo mensagem de esperança e muita inspiração. 

Cada participante teve a chance de escolher os temas que lhe pareciam mais relevantes e interessantes, sempre trazendo para a área mista de integração a continuação da conversa. Conversa que seguiu no almoço, quando assim como nos painéis, as mesas misturavam pessoas da Inglaterra, França, Brasil, Austrália, África do Sul , EUA, Suíça, Argentina, Rússia, Bielorrussia, Israel, Chile, Alemanha, República Tcheca, Canadá e Polônia, entre outros.

Depois do almoço, uma novidade: A seção “Abra a sua Mente” foi conduzida por cerca de 13 palestrantes, cada qual com um tema distinto. Eles sentavam-se em mesas para 8 a 10 pessoas e os participantes escolhiam a mesa em que queriam estar em função do tema da mesma. A cada 20 minutos, todos (exceto o palestrante) migravam para outra mesa, percorrendo ideias, algumas desafiadoras e inovadoras, outras correspondendo a visões criativas que abordavam ideias conhecidas sob novos ângulos. As conversas foram extremamente interessantes e motivadoras.

Teve ainda seções de Beit Midrash, com a utilização criativa de textos e explicações de assuntos que fugiam aos temas do congresso, foi um momento para olhar em outra direção, trazendo leveza sem deixar de alimentar o desejo de conhecimento. E, seguiram-se painéis sobre Hasbará, sobre os desafios da educação judaica na América Latina, o ressurgimento judaico nos países da antiga União Soviética, entre outros.

No final do dia, teve a apresentação dos chazanim, o show do encontro Lashir Benefesh, uma linda e sensível mistura de sons, ritmos, vozes e instrumentos, com a platéia entusiasmada e encantada com momentos de pura beleza.

Na sexta feira, num conjunto de palestras no modelo TED, com ritmo intenso e significado profundo, sucederam-se as exposições dos rabinos Gilad Kariv, Joel Oseran, David Gelfand e da rabina Charley Baginski, todas desenhadas a partir do tema “Klal Israel Chai?”.

Especialmente instigante foi o painel sobre o judaísmo reformista na América Latina, no qual os rabinos Sergio Margulies da ARI, Sergio Bergman da Fundación Judaica e Ruben Sternschein, da CIP apresentaram diferentes percepções sobre a vida judaica hoje e no futuro em nossa região; e também o painel sobre os desafios do sionismo em nossos dias, onde vozes e ideias de diversas matizes se fizeram ouvir; sobre o estímulo relacionado aos atos de Tikun Olam; e finalmente, sobre o trabalho conjunto de profissionais e voluntários em nossas comunidades.

A programação da tarde foi dedicada a atividades externas. Foram realizadas visitas guiadas às escolas A.Liessin onde nosso presidente Sr. Charton, pode interagir com professores e alunos.

O Kabalat Shabat na ARI contou com mais de 700 pessoas lotando a sinagoga, a comunidade dialogando com os participantes do congresso e todos percebendo-se envolvidos pelo sentimento de identidade religiosa e pertinência. 

Algumas famílias da ARI generosamente receberam os participantes de fora da cidade que expressaram o desejo de compartilhar o jantar de shabat em casas cariocas, e se experimentou uma noite inesquecível.

Na manhã de sábado, na ARI, o shacharit foi conduzido no estilo americano, pelo rabino Grisha Abramovich (Bielorrússia), rabina Elyse Frishman (EUA) e pelos chazanim Neshama Carlebach e Josh Nelson. Houve brachot em diversas línguas, a leitura da Torá teve cada trecho lido por pessoas de diferentes países (o Brasil brilhantemente representado pela nossa Bia Frenkel) e aliot homenageando grandes grupos de pessoas, fazendo da bimá um local de confraternização e congraçamento.

Após a tefilá, ocorreu um Dvar Torah, almoço-estudo sobre a parashá, com 15 rabinos dispostos em mesas, em torno das quais cada grupo ouvia uma interpretação e mensagem distinta, onde nosso Presidente, Sr. Charton esteve com o Rabino Ruben Sternschein, da CIP, e o Sr. Paulo Roberto com o Rabino Dario Bialer, da ARI.

No final da tarde, a Havdalá na praia, preparada pela CIP, nos levou à transição do Shabat para a semana de forma alegre, significativa, e com o cenário deslumbrante da praia de Copacabana em céu limpo.

Após a Havdalá, nos salões do Hotel Sofitel, todos participaram de um grande jantar de encerramento, quando foram homenageados os dirigentes do WUPJ. Em todos os discursos mais uma vez agradeceram à ARI a hospitalidade, destacando-se sempre a importância desse judaísmo pleno, moderno, vibrante, inteligente e interessado, que interage e intervém no mundo contemporâneo e na comunidade maior, e que é vivenciado e ensinado em todas as congregações ali representadas.

Com apresentações de música, brasileira e judaica, o final da noite foi de muita alegria, quando espontaneamente todos os presentes nos juntamos em rodas, em grupos pequenos e grandes, e cantou-se e dançou-se.

 

 

 

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