Emunah

 * Vamos a terceira parte de nosso estudo EMET-CHESED-EMUNAH (veja os post anteriores)

 

São três os requisitos para viver a Torah adequadamente, e estes tem sido desenvolvido ao longo de uma série de post onde falamos sobre EMET e CHESED, assim agora chegou a parte conclusiva e falaremos do terceiro ponto EMUNAH.

 

Precisamos entender que a Torah é uma mensagem primordialmente ao coração, ao interior do ser humano (talvez escreva sobre isso), e para isso se requerem de três requisitos para vive-la (a Torah) adequadamente, e em base a estes princípios Israel e todos os que querem se achegar ao povo ou viver no meio do povo devem viver a Torah – Emet, Chesed e Emunah.

 

Não existe uma palavra no nosso idioma (o português) com a qual se possa expressar todo o significado do termo EMUNAH; no entanto, por meio de palavras que vem da mesma raiz poderemos ter uma noção de seu verdadeiro significado. A raiz da palavra Emunah é Aman (אמן) traduzida como ‘firmeza’, similar ao popularizado termo Amen, e como é óbvio a firmeza não surge do nada, por isso é que o equivalente hebreu de ‘treinamento’ é Imun (אימון), assim como também ‘criar’, é Omen (אומן). O que tem em comum todos estes termos é a perseverança, a constância e a firmeza.

 

A Emunah é uma qualidade espiritual que se manifesta na ação de obedecer e perseverar quando não temos um conhecimento pleno do assunto; portanto, no momento que possamos compreender todo o assunto, deixa de existir a Emunah. No entanto,, devemos esclarecer que a Emunah não é a fé cega do conceito religioso ocidental, e o estudo com o fim d compreender não se opõe a Emunah, pelo contrário, o estudo fortalece e aumenta a Emunah; quanto maior compreensão maior Emunah, sempre e quando a compreensão não seja completa, o efeito do estudo será o incremento da Emunah.

 

Devemos saber que há dois tipos de Emunah: Existe a Emunah Bli Maasim (Emunah sem obras) – esta existe em pessoas que racionalizam mas não atuam Também existe a Emunah Sh’lema (Emunah completa), da qual daremos os seguintes exemplos:

 

Em Bereshit, Perek 15, está escrito em relação a Avraham: “Teve Emunah no Eterno”. O que quer dizer o texto? Vejamos o contexto para compreende-lo: No Perek 12 nos diz que o Eterno disse a Avram: “Vai-te de tua terra, de tua parentela, da casa de teu pai, a terra que eu te mostrarei, e farei de ti uma grande nação”. Nesse momento Avraham obedeceu, como diz o texto (12:4): “Avram fez tal como o Eterno o havia dito”. O texto não diz que o Eterno lhe deu uma explicação intelectual a Avraham sobre como tudo isto teria lugar. Também é necessário fazer notar que o Eterno lhe deu uma explicação intelectual a Avraham sobre como tudo isto teria lugar. Também é necessário fazer notar que Avraham fez tal qual a ordem divina. Logo, no Perek 13, o Eterno volta a repetir a Avraham a promessa: “Eleva agora os olhos e olha deste lugar onde está até o norte, o sul, o oriente e o ocidente, pois toda a terra que ves te a darei a ti e a tua descendência para sempre. E farei de tua descendência como o pó da terra...” (13:14-16).

 

No Perek 15 diz o texto: “Depois destas coisas a palavra do Eterno veio a Avrahm em visão, dizendo: Não temas, Avram, Eu sou teu escudo; tua recompensa será mui grande. E Avrahm disse: Eterno, que me darás, estou sem filhos, e o herdeiro de minha casa é Eliezer de Damasco?” (15:1-2). Esta é a primeira vez que Avraham pergunta ao Eterno devido a que já haviam se passado muitos anos desde que lhe foi feita a promessa sobre seus descendentes, e até aquela data, Avraham ainda não tinha filho. O texto continua: “E aqui que a palavra do Eterno veio a ele, dizendo: Teu herdeiro não será este, senão um que sairá de tuas entranhas, ele será teu herdeiro. O levou para fora, e lhe disse: Agora olhe o céu e conte as estrelas, se te és possível conta-las. E lhe disse: Assim será tua descendência. E teve EMUNAH no Eterno, e Ele se reconheceu por justiça” (15:4-6). Também como no Perek 12, o Eterno não lhe explica a Avraham como vai acontecer para que um casal de anciãos possam ter um filho. Num sentido racional isto não pode acontecer. Mas a diferença do Perek 12, agora o texto diz: “Teve EMUNAH no Eterno”.

 

Em base a todo este contexto, como podemos definir o termo EMUNAH? Fazia anos que Avraham estava fazendo o que o Eterno o havia ordenado, anos de obediência. Então Emunah não é simplesmente obediência. Agora, no Perek 15, depois de vários anos, Avraham pergunta ao Eterno pela promessa: Quando vai se cumprir? O Eterno lhe mostra as estrelas do céu, e lhe diz que assim será sua descendência, e então diz o texto: “E teve Emunah no Eterno” (15:6). Em outras palavras, o Eterno faz com que Avraham compreenda, ainda não que de tudo, como é possível que depois de tantos anos seja possível ter descendência: Quem fez as estrela? O que é mais difícil, fazer estrelas incontáveis, ou seres humanos? Se o eterno pode fazer tantas estrelas incalculáveis e incontáveis, certamente que também pode fazer de Avraham uma descendência que ninguém pode contar. Em base a este contexto podemos definir Emunah como uma confiança total no que já começou, ainda quando as circunstâncias são adversas, a Emunah se manifestada na constância, na perseverança ou a firmeza, tendo certa noção, ainda que sem compreende-lo totalmente.

 

Outro exemplo o encontramos em Shemot 14:31, onde se narra como depois de cruzar o mar de juncos, os filhos de Israel tiveram Emunah no Eterno e em Mosheh, Seu servo. O milagre evidenciou ante os filhos de Israel que o Eterno os estava guiando por meio de Mosheh. Este evento provocou neles Emunah, isto é, a confiança total para perseverar no caminho, mesmo não compreendendo como e quando chegariam a terra.

 

Agora, voltando ao contexto da Emunah como um ou dos três requisitos para viver a Torah adequadamente, precisamos ter consciência de que a Emunah é a raiz de todas as Mitzvot, se não há Emunah realmente não se cumpre com a essência mesma das Mitzvot. Ainda que seja imperativamente importante estudar as mitzvot para compreender de que maneira nos ajudam no crescimento espiritual, seu cumprimento não depende de nossa capacidade de compreensão. Sendo as Mitzvot de origem divina é praticamente impossível compreende-las completamente. A maioria das pessoas não vivem as Mitzvot porque não tem Emunah, quer dizer, seu intelecto lhes diz que não tem que viver de acordo com elas. Por exemplo: Por quê tenho que deixar de trabalhar no Shabat? Deixaria de ganhar dinheiro nesse dia! No entanto aquele que tem Emunah no Eterno raciocinaria e diria: O Criador do universo seguramente sabe mais do que eu, por tanto é razoável que se Ele me diz que no Shabat não me dedique a meus assuntos seculares, senão aos assuntos sagrados e que isto me trará bendições e prosperidade, seguramente que assim será, não há porque duvidar ainda que não tenha as evidências irrefutáveis.

 

Então assim concluímos esta série. Temos visto e analisado através de vários post os três requisitos para que vivamos uma vida de Torah genuinamente:

 

1. CHESED: Ter o Eterno sobre tudo, ao próximo (o que faz Sua vontade) como a si mesmo.

 

2. EMET: Agir de acordo com a essência de cada coisa expressada na Torah.

 

3. EMUNAH: A perseverança, ainda quando não o compreendemos tudo.

 

SHALOM VESHALOM!!!

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