Curso de Introdução ao Judaísmo

SEÇÃO 4: O QUE É O JUDAÍSMO

 

Este módulo aborda aspectos do Judaísmo, considerados centrais, de forma mais profunda que nos módulos anteriores. Caminharemos sobre aspectos fundamentais do Judaísmo, tentando complementar os módulos anteriores e oferecer uma visão de qualidade aobre o Judaísmo. Este módulo baseia-se nas perguntas mais comuns que recebemos. O que é Judaísmo? Judaísmo é uma religião ou um povo? O que é Torah? O que é Talmud?

INTRODUÇÃO

Todos sabemos quão antiga é a teologia judaica e quantos beberam dessa fonte, com o passar do tempo. Teologia, literalmente "estudo do divino", é o conjunto sistemático de conhecimentos aplicados aos conteúdos de fé, ao corpus fidei de determinado grupo. A teologia judaica, ao contrário das demais fés monoteístas, não se baseia em dogmas estritos. No Judaísmo, o conhecimento a respeito das coisas divinas é processual e constante, não sendo, a priori, dogmático.

 

Dogma, na teologia, tem o significado de conhecimento ou assertiva absoluta e inquestionável. No caso do Judaísmo, mesmo o conceito de Deus tem sido discutido, melhor dizendo, tem havido um constante melhoramento na forma de conhecer o Eterno e suas manifestações - e não uma coisa estanque parada no tempo. Neste sentido, o Judaísmo é ao mesmo tempo uma fé antiga e um corpus fideimoderno que se entrelaçam de forma a tratar da teologia em si. Assim, definir princípios básicos de fé trata-se de uma tarefa difícil, vez que raramente haverá concordância entre todos os grupos em todos os pontos a respeito de temas - em geral, temas mais acessórios.

Talvez fosse mais simples definir o que não é o Judaísmo. Trata-se de uma cultura? De uma fé? De uma religião? De um povo? De uma raça?

Definir princípios de fé é uma tarefa complicada, vez que o conteúdo de fé do Judaísmo é um todo dinâmico e que tem como centro a revelação divina, não a interpretação humana.

Vídeo 2 - O que é o Judaísmo?

Os 13 princípios de fé de Maimonides:

1. Saber que existe o Criador, ou seja, uma existência absolutamente perfeita em todo aspecto possível e ela é a causa de todo o existente. N'Ele reside a possibilidade de ser de todo o demais e por Ele existem. É absurdo supor que não exista, pois, ao deixar de existir, todo o demais se anularia e não ficaria nada que pudesse subsistir por si mesmo. Se pudéssemos supor que tudo deixasse de existir com exceção d'Ele, não se anularia a existência de Deus e em nada O afetaria, pois, Ele se basta a si e não necessita de nada para existir. Todo o resto, desde o celestial até as coisas terrenas e o que há entre eles, tudo precisa de Deus para existir [Yad, Yesodey HaTorah 1:1]. Invoca este princípio a frase: “Eu sou o Senhor teu Deus.” * [Êxodo 20:2 e ss.] O judaísmo se  inicia e termina em Deus. Portanto, Deus não apenas criou tudo, mas mantém esse tudo. Segundo o Midrash, um dos nomes de Deus é HaMakon (O Lugar): Isso significa que o mundo existe dentro do Eterno, e não que há um Deus nos reinos espirituais e um universo físico que existe fora d’Ele. A Kabbalah ensina que o maior milagre de todos, possibilitado por um Deus onipotente, é que um mundo finito exista dentro de um Ser Infinito sem se tornar inexistente pela própria infinitude.

Negar a unicidade de Deus - mesmo com artifícios lógicos como a Trindade cristã ou as multiplicidades budistas - é impossibilitar que o próprio conceito de Deus seja mantido enquanto ser absoluto. Ademais do aspecto lógico, para o Judaísmo é claro que:

"Antes de Mim, nenhum Deus foi formado e, depois de Mim, nenhum haverá. Eu sou o Senhor e, além de mim, não há Salvador". (Isaías 43:10-11) "Todos os deuses dos povos são deuses que nada valem." (Salmo 96:15) 

E não apenas se é advertido a adorar apenas ao Deus verdadeiro (Êxodo 20:3), mas, de fato, conclui-se que adorar o nada que são os falsos deuses resulta em nada. Como citado em Isaías 44:10, Salmo 135:15-18 e Deuterônomio 4:28, apenas para citar alguns trechos, a idolatria de colocar outros deuses perante Deus é o pior ato a se fazer diante do Pacto que Deus propôs ao povo Judaico. Idolatria não significa apenas o adorar de modo estrito a esse ou aquele deus, mas, antepor a Deus qualquer coisa, objeto ou pessoa que pretenda ter o poder, a glória ou a virtude que apenas a Deus se é adequado creditar. Afirmar algo diferente é distorcer o próprio conceito do que é Deus. É interessante notar que, apesar do corpus fidei cristão afirmar diferentemente, no livro cristão de Lucas 4:8 afirma-se que o próprio Jesus Galileno teria dito: "É a Adonai, teu Deus, que tens de adorar e é somente a Ele que tens de prestar serviço sagrado".

Nenhum ser pode ser identificado com a identidade divina, pois, fica claro das premissas precedentes que a resultante já não seria mais um e único Deus (Salmo 135). Sendo absoluto, único e eterno, não há como fazer partes como se fora Deus um ser composto e divisível, portanto. E, assim seria, composto e divisível, se fora corpo ou força expandida em um corpo físico. A unicidade Divina é um princípio central do judaísmo. A existência  e a unidade de Deus andam lado a lado. O judeu que não crê na unidade absoluta de Deus, na verdade não crê em Deus, ou melhor, crê em um deus que não existe. Cada nação tem seu próprio caminho para chegar a Deus e sua própria maneira de se relacionar com Ele. Contudo, como Deus Se revelou a todo o Povo Judeu no Monte Sinai e lhes deu a Sua Torá, Ele exige do Povo Judeu que acredite em Sua unicidade absoluta e incomparável, incorpórea e inefável. Se um judeu venha a atribuir a Deus qualquer tipo de divisão – mesmo entre as Sefirot – comete pura idolatria. E este é um dos poucos pecados que um judeu não pode cometer nem ao custo de sua própria vida. Um judeu que questiona a unidade Divina viola o segundo dos Dez Mandamentos: “Não terás outros deuses diante de Mim” (Êxodo, 20:3).

Os 13 princípios de fé de Maimonides:

4. A eternidade de Deus. Saber que este Ser Único, ao qual nos referimos, é absolutamente eterno. Nada do existente fora d'Ele é anterior a Ele, como se refere repetidamente na Torah: "O Deus desde tempos remotos" (Deuteronômio 33).

Optativo - Rabbi Rashi - Desenho animado em espanhol.

APRESENTAÇÃO

 

Esta Quarta Sessão tem por objetivos de aprendizagem:

 

1) Explicar alguns pontos mais aprofundados a respeito do Judaísmo, usando como plano de fundo os 13 princípios de Rambam.

2) Tecer considerações sobre o Talmud e a Torah.

3) Quem é Jesus para o Judaísmo?

4) Outros aspectos centrais sobre Judaísmo.

 

ATENÇÃO: Não aceitaremos brigas, revanchismos, agressões ou qualquer manifestação que vá contra os objetivos do curso ou contra a civilidade básica. Respeite as opiniões alheias. Caso isso não seja respeitado, infelizmente, expulsaremos imediatamente o (a) (s) responsável (eis).

Vídeo 1 - Kol Nidrei - Rabina Angela Buchdahl na Grande Sinagoga de Nova Iorque

Porém, mesmo a definição por esses quesitos peca por minimalismo, como assinala o Rabino Jacques Cukierkorn no vídeo 2 desta página. 

O ponto mais central, porém, da fé judaica é o conceito do Divino. Rambam (Moshe Maimonides) diz, em seus 13 princípios da Fé Judaica, no tratado de Mishne Torah, a respeito do conceito de Deus. Veja nos quadros ao lado. Transcrevendo de uma forma mais lógica, Deus é um ser transcedente, que perpassa e ultrapassa o tempo e o espaço sem confundir-se com eles - e, de forma autônoma e absoluta, age, atua. E quando age, o faz de forma imanente (em ato) na construção e manutenção de todas as coisas, através de Sua própria energia que perpassa todo ser, sem que estes seres transitáveis sejam eles próprios deuses.

 

Deus é único e absoluto, primeiro e último, senhor da vida e da morte, um ser que não é material, mas que está em cada corpo, em cada célula ou resquício de grama. Deus está em tudo e ao mesmo tempo, não é esse "algo" o próprio Deus, já que Ele é imensuravelmente maior que cada partícula material que se possa definir - Ele é infinito. Deus está em mim, como está em você, sem que você seja Deus ou eu seja Deus. 

Em outras religiões, há múltiplos deuses ou pessoas que se entendem como divinas. Mas, unicidade de Deus é consequência da própria premissa de sua absolutividade. Um deus dividido não poderia ser o Deus, vez que cada parte não seria senão uma fração do todo infinito e absoluto, portanto, frações não absolutas (porque não completas), nem infinitas (vez que são frações daquele infinito). A premissa de um Deus absoluto e, logo, infinito é o núcleo principal da fé judaica. Não há nem pode haver mais de um Deus como tal.

Optativo 1 - Maimônides - Desenho animado em espanhol.

Os 13 princípios de fé de Maimonides:

2. A unicidade de Deus. Esta existência, causa de tudo, é única. Não é uma unidade que tem semelhantes, nem tampouco uno como um indivíduo de uma espécie, nem como um homem que é composto e, portanto, pode ser dividido em unidades. Tampouco é uno como uma unidade material que pode ser dividida infinitamente. Ele é uma unidade única e indivisível, sem outra igual em nenhum aspecto. "Ouve, Israel, o Eterno é Deus, o Eterno é Um".

3. A negação de qualquer tipo de corporeidade de Deus. Este Único não é corporal nem uma força em um corpo. Não Lhe afetam a matéria, como por exemplo, o tempo, o repouso, nem de forma constante, nem de forma casual. Por isto, nossos sábios descartam a possibilidade de Ele ser uma composição ou divisão, afirmando: "Nas alturas, não há sentar-se, nem parar-se, nem frente, nem atrás". Tal como se diz o profeta: "A quem, então, se poderá equiparar a Deus, com quem poderá comparar-se?" "A quem Me asselhemelhareis, para que me pareça? Diz o Santo Bendito Adonai" (Isaías  40). Se fosse corpóreo, assemelhar-se-ia a algum aspecto dos demais corpos. Toda passagem dos Livros que descreva a Hashem com atributos físicos, como "encaminhar-se, falar, sentar-se" está em sentido figurado. Afinal, como dizem os sábios: "A Torah está em língua humana". Por isto se diz que "não viram nenhuma imagem", já que Ele não é material nem força expandida em um corpo. 

“Creio com plena fé que o Criador é o primeiro e o último”. O Quarto Princípio envolve a eternidade absoluta de Deus. Nada mais compartilha Sua qualidade Eterna. A Torá discute esse ponto repetidamente. No Terceiro Princípio acima, vimos que Deus é um Ser atemporal: os conceitos de tempo não se aplicam a Ele. Ele é o primeiro e o último, no sentido de que como Ele está além do tempo, os conceitos de antes, durante e depois não se aplicam a Ele. Ele não teve começo e não tem fim.

Muitas pessoas perguntam: “D’us criou tudo, mas quem O criou?”.  A resposta, obviamente, é: ninguém. A criação implica em um início, que é uma função de tempo. E Deus é atemporal, eterno: Ele sempre existiu e sempre existirá. Portanto, Deus não teve origem nem criador. O universo, no entanto, teve um início, e sua origem é Deus.

A Teoria da Relatividade nos ensina que o espaço e o tempo são atributos da matéria. Isso significa que quando Deus criou um universo físico, Ele também criou o espaço e o tempo. Como Deus precede a Sua criação, os conceitos de matéria, espaço e tempo não se aplicam a Ele, de forma alguma. Muitos perguntam: “Quanto tempo Deus esperou  antes de criar o universo?”.  A resposta, novamente, é que antes da criação do universo, o conceito  de tempo não existia. Não se pode falar de tempo antes da Criação. Deus criou tudo o que existe, inclusive o conceito de tempo, e continua a manter toda a Criação, incessantemente.

Os 13 princípios de fé de Maimonides:

5. Creio com plena fé ser adequado orar somente ao Criador. Não se deve rezar para ninguém ou nada mais. Só a Ele é apropriado louvar e servir, difundir o Excelso que é e cumprir seus preceitos - e não a qualquer outro abaixo d'Ele, anjos ou qualquer tipo de ente, nem mesmo o Mashiach, se for pessoa e não a Era que esperamos, pois, todos eles são limitados. Só a Deus se deve glorificar. Assim mesmo, não é correto apelar a nada nem a ninguém que se nos sirva de intermédio entre nós e Deus.Só a Ele devem ser dirigidos todas nossas preces. A este quinto princípio fazem referência todas as transgressões referentes à idolatria e a maioria da Torah faz alusão a isto. 

6. Creio com plena fé que as palavras dos Profetas é autêntica. Na espécie humana, existem pessoas com potencial e qualidades, donos de grandes qualidades, com espírito sábio e inteligente, mesmo de adquirir uma mente sublime, iluminada por Hashem. A este tipo de indivíduo se usou denominar profetas. Extender mais o trabalho sobre este tema aqui seria extenso demais para o propósito deste texto - e nem é nossa intenção oferecer provas irrefutáveis sobre cada princípio, nem elucidar a essência da perfeição profética. Para isto, seria necessário um aprofundamento prévio nos ramos da sabedoria. No tocante à profecia, a Torah é abundante em eventos que falam a respeito do tema.

7. Creio com plena fé que a profecia de Moshe Rabenu é verdadeira. Ele foi o mais importante de todos os profetas, antes e depois dele. A profecia de Moshe Rabenu é o nível superior, o mestre dos profetas anteriores ou posteriores. Moshe Rabenu foi o seleto de toda humanidade que captou o conhecimento de Deus mais que qualquer outro. Não se interpôs velação entre ele e Deus: "[Moshe Rabenu] falava com Deus, não por meio de anjos". "Falava acordado com Deus, enquanto todos os outros eram ocupados por intenso sono" ou "por meio de anjos" (Gênesis 31:24; Jó 23:15; Ezequiel 8:3; Êxodo 25:22; Números 12).

8. Creio com plena fé que toda a Torá que se encontra em nosso poder foi dada a Moshé Rabenu. O Oitavo Princípio significa que a Torah que nos foi entregue por Moshe foi originada por Deus. A Torah é a “Palavra de Deus”, não de Moshe. Isto não significa que não haja comentários e interferências, inspiradas porém humanas, no texto. Deus usou de instrumentos humanos e não de meros artífices. O mesmo ocorre com as traduções, vez que, se literais, não seriam compreendidas pelos alheios à cultura da época. Porém, se um Sefer estiver com um simples traço ou um <'> faltando, todo o Sefer Torah está invalidado e deve ser descartado. 

9. Creio com plena fé que esta Torá não será alterada, e que nunca haverá outra dada pelo Criador. O Nono Princípio é o que verdadeiramente diferencia o judaísmo de todas as demais religiões. Esse princípio ensina que a Torah é permanente e imutável. Por esta razão os judeus não se podem converter a nenhuma outra religião – porque o judaísmo não aceita que se mude a Torah – Escrita e Oral – de forma alguma. Deus nos diz em Sua Torah: … “Não acrescentareis nem subtraireis nada disso” (Deuteronômio, 13:1). É possível interpretar e estabelecer leis que reforcem o que está na Torah, seguindo seus princípios. Porém, não é lícito, mesmo aos maiores dentre os homens, alterar o que Hashem nos deu. Durante a Era Messiânica – uma era de paz e prosperidade universal – muitas das leis da Torah, tais como as relativas ao roubo e homicídio, deixarão de ser válidas. Mas isso não significa que a Torah mudará, e sim, que algumas de suas leis não mais serão aplicáveis.

10. Creio com plena fé que o Criador conhece todos os atos e pensamentos do ser humano. Como está escrito (Salmos, 33:15), “Ele analisa os corações de todos e perscruta todas as suas obras. O Décimo Princípio diz que Deus é Onisciente: Ele sabe tudo o que ocorre no universo e tudo o que os homens fazem. Esse princípio nega a opinião daqueles que alegam que... “O Eterno abandonou o Seu mundo…” (Ezequiel 9:9). Este princípio é fundamental não apenas para o judaísmo, mas para qualquer religião, pois um Deus que não é onisciente não é Deus. Não conhecer todos os atos e pensamentos humanos implica em falibilidade e limitações, e Deus é infalível e ilimitado. Para poder julgar o homem com justiça, Deus precisa conhecer seus pensamentos, palavras e atos.

11. Creio com plena fé que o Criador recompensa aqueles que cumprem Seus preceitos e pune quem os transgride. O Décimo-primeiro Princípio nos ensina que Deus não é apenas o Criador do Universo e seu Legislador, mas também seu Juiz. O judaísmo rejeita, com veemência, o conceito do Deísmo – de que Deus criou o mundo e depois o abandonou. Sabemos perfeitamente que a justiça humana falha – vemos pessoas justas sofrerem e pessoas más prosperarem – mas o judaísmo nos ensina que, no fim das contas, nesta vida ou na outra, Deus aplica a justiça. É importante notar que como Deus é infinito e eterno, atemporal, também o são Suas recompensas e punições.

Os 13 princípios de fé de Maimonides:

12. Creio com plena fé na vinda de Mashiach. Mesmo que demore, esperarei por sua vinda a cada dia. A crença na vinda do Mashiach é um dos princípios fundamentais  do judaísmo. Infelizmente, esse conceito criou muitas divisões e disputas entre indivíduos, nações e religiões. Cada pessoa e cada grupo religioso têm direito a ter suas próprias opiniões, inclusive sobre a  identidade do Messias, sobre  quando ele virá e sobre o que ocorrerá na Era Messiânica. No entanto, é importante observar o seguinte: o judaísmo apresentou ao mundo o conceito do Mashiach. Portanto, se buscamos conhecer objetivamente o assunto, temos que procurar em sua fonte original. Mais que um Massiach-pessoa, cremos na Era Messiânica. Na Era Messiânica, não haverá idolatria, roubo nem injustiça. Não haverá guerras nem fome.  A inveja e a competição deixarão de existir, pois todas as coisas boas abundarão e todos os tipos de delícias serão comuns como o pó da terra. A principal ocupação da humanidade será conhecer Deus.  Nas palavras do profeta Isaías:  “… porque a Terra estará repleta do conhecimento do Eterno, como as águas cobrem o mar” (Isaías, 11:9).

13. Creio com plena fé na Ressurreição dos Mortos que ocorrerá quando for do agrado do Criador. O Décimo-terceiro Princípio envolve a ressurreição dos mortos. A importância desse conceito é nos ensinar, que na Era Messiânica, Deus aperfeiçoará o mundo, mesmo retroativamente. Além de ninguém morrer, mesmo os já falecidos voltarão à vida. A ressurreição dos mortos é um dos fundamentos do judaísmo.  O Décimo-terceiro Princípio nos ensina que, apesar do histórico de guerras e sofrimento do mundo, tudo terminará com um final feliz. Deus recompensará os justos do mundo, judeus ou não, com uma recompensa eterna.

Bibliografia

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Vídeo 3 - Documentário sobre o Talmud. Claramente é um documentário que não foi feito por judeus, porém, traz interessantes observações sobre o Talmud. Parte 1

Vídeo 4 - Documentário sobre o Talmud. Claramente é um documentário que não foi feito por judeus, porém, traz interessantes observações sobre o Talmud. Parte 2

Vídeo 5 - Documentário sobre o Talmud. Claramente é um documentário que não foi feito por judeus, porém, traz interessantes observações sobre o Talmud. Parte 3

Vídeo 6 - Documentário sobre o Talmud. Claramente é um documentário que não foi feito por judeus, porém, traz interessantes observações sobre o Talmud. Parte 4 - Final

O JUDAÍSMO DE JESUS

Neste submódulo, abordamos conceitos a respeito de Jesus Galileno (Yoshke ou Yeshua), considerado Messias pelos cristãos. Buscamos, de forma respeitosa e honesta tratar sobre o tema, sem perdermos o ponto de vista da origem de Jesus. Oferecemos, neste Curso Aberto Sobre O Judaísmo, uma aula gratuita do Curso Sobre Judaísmo De Jesus, oferecido pela Brit Brachá. O curso completo sobre Jesus tem um preço simbólico e é um dos cursos de maior procura pelo público em geral, interessados em saber mais sobre o que pensa o Judaísmo a respeito de Jesus.

Abaixo, você pode assistir à classe. Para ter acesso a mais aulas sobre o tema, por favor, entre em contato conosco para matricular-se, realizando o mencionado pagamento que visa manter a estrutura de cursos oferecida por nossa organização.

Vídeo 7 - Por que um curso sobre Judaísmo de Jesus?

Vídeo 8 - Diferenças entre o Messias cristão e o Mashiach judeu

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